<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949</id><updated>2012-02-09T20:38:19.947-02:00</updated><title type='text'>O nada que existe...</title><subtitle type='html'>...e o tudo, que não existe.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-4564293418007190529</id><published>2012-02-08T13:08:00.002-02:00</published><updated>2012-02-08T13:14:21.078-02:00</updated><title type='text'>Teresa</title><content type='html'>&lt;em&gt;A primeira vez que vi Teresa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Achei que ela tinha pernas estúpidas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Achei também que a cara parecia uma perna&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quanto vi Teresa de novo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Da terceira vez não vi mais nada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os céus se misturaram com a terra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;`Poema de Manuel Bandeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-4564293418007190529?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/4564293418007190529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=4564293418007190529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4564293418007190529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4564293418007190529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2012/02/teresa.html' title='Teresa'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-293165683318883987</id><published>2012-02-05T22:17:00.005-02:00</published><updated>2012-02-06T08:20:43.228-02:00</updated><title type='text'>Caçadas de Vida e Morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando o Brasil enfrenta a macro-transição do império para a república, como forma de governo, os moradores de uma pacata cidade do triângulo mineiro de nome Desemboque passam a sofrer as consequências dessa mudança de forma gradual, mas sem ainda entender o teor de tais transformações. Um povo que se acostumou a acatar as ordens e diretrizes do Coronel Macedo, de título honorífico imperial, e não militar. Agora o poder não estaria mais em suas mãos e, portanto, a ele também não caberia a defesa de seus "súditos", desprotegidos e sem uma instituição a quem clamar em momentos de necessidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O excelente livro Caçadas de Vida e Morte traz grandes personagens de um tempo em que a justiça era realizada pelas próprias mãos do interessado em fazer valer o seu direito. Assim, a caçada a que se refere o título da obra, primordialmente, é a realizada entre homens, que se dispõem como caça e caçador, às vezes, simultaneamente. A caçada pelo prazer. A caçada pela vingança. A caçada por profissão. Diferentes acepções do mesmo ato. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, é interessante notar ainda no âmago de cada personagem ricamente descrito no livro as motivações envolvidas na busca de cada um. O protagonista, que busca realizar-se com o trabalho, pura e simplesmente. O antagonista que busca dinheiro a qualquer custo, somando ao trabalho os mais repreensíveis artifícios. O gordo imundo com o único pensamento de satisfazer seus desejos carnais, mesmo contra a vontade de suas parceiras forçadas. O ex-policial que age para a proteção de sua família e pela honra daquele que o ajudou quando nenhuma alternativa mais lhe restava. O todo poderoso que atua motivado pela tradição e manutenção do poder e dos bons costumes. Aquele que sente prazer em realizar o mal ao próximo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Gilberto Rodrigues da Cunha é autor dessa obra que Jorge Amado em tempos de "Terras do Sem Fim" e "Tocaia Grande" assinaria em baixo. Indicação de autor desconhecido é sempre um risco, mas em chefe a gente tem que confiar. Para minha surpresa, a narrativa soou tão segura quanto arrojada, imbuída dos termos regionais característicos do sertão. O autor, eu pesquisei, não vive da literatura, mas o faz por prazer. Prazer que o leitor compartilha ao mergulhar nesse distante mundo, tanto no tempo como no espaço, e ao chegar ao final da saga de Tonho Pólvora e companhia. Fica um pequeno trecho de caçada não humana contida no livro:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Tonho é estátua, um galho imóvel na ramada da espera, nenhum tremor ou ansiedade denunciadora, só fervura por dentro, gelo por fora, olho na armadilha preparada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Paca velhaca, não chega logo: reduz a marcha, dá vota desinteressada, passeia arredores, sondando, aspirando, cautelas da sobrevivência primitiva e instintiva, mil avisos genéticos ali embutidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nenhum alarme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cessa a bulha intencional e chamativa, a provocação da caça ao predador primário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Silêncio total na trilha. Tonho já sabe, é a hora."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-293165683318883987?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://books.google.com.br/books/about/Ca%C3%A7adas_de_vida_e_de_morte.html?id=Kb9IiO7F0j0C&amp;redir_esc=y' title='Caçadas de Vida e Morte'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/293165683318883987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=293165683318883987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/293165683318883987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/293165683318883987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2012/02/cacadas-de-vida-e-morte.html' title='Caçadas de Vida e Morte'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-6447521212267107905</id><published>2012-01-28T13:54:00.005-02:00</published><updated>2012-01-29T19:14:53.656-02:00</updated><title type='text'>Fragmento 1 - Existência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É fácil ser pessimista quando tudo parece conspirar contra a felicidade, contra a realização dos sonhos. O indivíduo se reconhece como um personagem coadjuvante, sem nenhuma importância, num mundo de injustiças, enquanto outros personagens a sua volta, neste mesmo mundo, se vangloriam com os louros da vitória e o o gozo da vida fácil. Nesse contexto, o pessimismo não é mais do que uma forma apurada de realismo. A sensação de que a existência humana se resume à alternância entre dor e tédio se torna uma constante, na medida em que as dificuldades ou impossibilidades surgem na trajetória da pessoa. Assim, conclui-se que uma das fontes do sofrimento está no desejo, que leva o indivíduo a um objetivo, tornando todo o percurso até ele um martírio. Se o objetivo não é alcançado, o martírio se completa, tem seu apogeu. Se, por outro lado, é atingida a pretenção almejada, manifesta-se a centelha de felicidade possível, revelando as faces do orgulho e da soberba. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, há quem, distante dos maus sentimentos, tem o vislumbre sensato da ordem de todas as coisas. A harmonia do universo é compreendida através da básica lei de causa e efeito. O pessimista, já em uma situação confortável, que lhe permite o raciocínio límpido, abandona as idéias existencialistas para adotar a única explicação (metafísica, é verdade) de toda a discrepância vislumbrada, até momentos antes, como injustiça. O raciocínio que traz paz e segurança ao invés de ódio e intransigência. A chave da compreensão de que cada qual segue o seu curso na história de acordo com as próprias decisões, enfrentando as consequências, é forjada ao longo de uma existência, ou de várias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-6447521212267107905?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/6447521212267107905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=6447521212267107905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/6447521212267107905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/6447521212267107905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2012/01/fragmento-1-existencia.html' title='Fragmento 1 - Existência'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-8559024044568701320</id><published>2012-01-12T00:23:00.007-02:00</published><updated>2012-01-12T08:30:20.996-02:00</updated><title type='text'>O Brasil aos olhos dos gringos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uDQckgjaxXw/Tw5GA2pfgyI/AAAAAAAAAIQ/Ug6mvTF4H6E/s1600/brasil.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; DISPLAY: block; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696567559153746722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-uDQckgjaxXw/Tw5GA2pfgyI/AAAAAAAAAIQ/Ug6mvTF4H6E/s200/brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada a revista Veja estampou em sua capa a frase "O Brasil aos olhos do mundo". A matéria de capa destrincha uma pesquisa exclusiva, realizada em 18 países, sobre o que os estrangeiros estão pensando a respeito do nosso país. Não vou reproduzir o teor da pesquisa, o que seria despropositado, mas vou revelar as conclusões principais a que se chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, a pesquisa de popularidade. Parece que todo o mundo passou a saber da existência do Brasil. Impressionante que "há dez anos o Sensus revelou que 85% da população mundial sabia da existência do Brasil. No ano passado esse índice saltou para 94%." Pelé é disparado o brasileiro mais conhecido do mundo, seguidos de longe por Ronaldo Fenômeno e Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou constatado que minoria dos entrevistados acha que a Amazônia deva pertencer ao Brasil, sendo grande parte deles a favor da internacionalização da floresta.&lt;br /&gt;Outra questão interessante diz respeito ao quesito: "O brasileiro gosta de trabalhar? É confiável?" Embora o próprio brasileiro responda categoricamente que sim (80%), quem está lá fora parece ter uma imagem mais próxima da realidade (59%).&lt;br /&gt;Chego a este ponto da pesquisa e realizo um paralelo com a recém-descoberta fraude dos postos de gasolina. Um esquema que pode ser carimbado com a expressão "jeitinho brasileiro". O combustível, por si só, já é caro para o consumidor. Não bastando isso, somos vítimas de empresários sem escrúpulos que se empenham em ideias mirabolantes para auferir vantagens indevidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lastimável para nós que somos já tarimbados e não tivemos outra experiência que não esta, a de conviver com conterrâneos nacionais corruptos. Interessante, no entanto, relatar o que observo nas poucas pessoas que conheço que tiveram a oportunidade de conhecer o mundo que há fora do Brasil, principalmente em países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e França. Esses privilegiados que provaram o gostinho da civilidade, a cada vez que retornam ao país tupiniquim, passam a desenvolver um sentimento de vazio. Sentem falta daquilo que acabaram se acostumando. Diga-se de passagem: acostumar com o que é bom é muito fácil. Encarar a derrocada depois do deleite nas benesses é que torna a vida um drama. A pessoa sabe que há algo melhor, mas que isso é inacessível. Quem mora fora, ao contrário, até gostaria de visitar, mas a maioria considerável dos entrevistados acha a nossa terra inadequada para se viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa teve por objetivo ilustrar algumas questões necessárias para o entendimento do próprio brasileiro, que viu a seu país se tornar a sexta maior economia do mundo, mas não está sentindo os efeitos da subida nesse ranking. Lembro-me do questionamento de um amigo, quando o Brasil se tornou o sétimo da economia: "Ué, cadê a minha parte?". A matéria segue demonstrando que esse ranking, em termos práticos, não representa grande coisa. Basta lembrar que incontáveis cidadãos ainda vivem na miséria ou no limite dela. Outros rankings são divulgados para provar a falácia na qual estamos inseridos. Na escala do indíce de desenvolvimento humano, estamos em 84º lugar, perdendo até para o Trinidad e Tobago, o Casaquistão, o Líbano, o Equador e a Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso país, mesmo quem tem dinheiro sofre, pois, diante da enorme quantidade de desafortunados, os ricos ou mesmo o povo da classe média não têm a tranquilidade necessária para gozar de uma melhor posição social, estando sujeitos a todas as formas de violência as quais estamos cansados de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a situação do brasileiro melhorar de verdade, o ranking com o qual mais urgentemente devemos nos preocupar é o da honestidade de nossos políticos e agentes públicos em geral. Na lista dos países menos corruptos do mundo, o Brasil se encontra na 69ª posição. Num país onde cada um pensa somente em si próprio, a tendência é que continuemos vivendo essa dualidade estapafúrdia: uma terra que tem todo o potencial, mas que pára por aí. Numa terra em que aqueles que deviam se preocupar com o desenvolvimento da nação se dedicam mais ao enriquecimento próprio, legalmente através dos megassalários, e ilegalmente com seus conluios de toda ordem. Numa terra em que pouquíssimos têm todas as oportunidades, alguns têm alguma chance e a imensa maioria só terá um destino na vida: a estagnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-se que os brasileiros se ocupem logo de concluir que a sua nação é formada por malandros, ou se preferirem, por safados. Os gringos já sabem: brasileiro que tenta a vida na Europa, ou é travesti ou é prostituta. O tema do deplorável programa da Regina Casé neste último domingo foi "safadeza". Ela acertou em cheio a natureza do brasileiro. Errou feio ao tornar tal abominação uma qualidade em vez de defeito. Quem se chocou com aquela aberração televisiva está num bom caminho, pois já reconheceu a natureza podre de seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2010/results&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-8559024044568701320?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/8559024044568701320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=8559024044568701320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/8559024044568701320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/8559024044568701320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2012/01/o-brasil.html' title='O Brasil aos olhos dos gringos'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uDQckgjaxXw/Tw5GA2pfgyI/AAAAAAAAAIQ/Ug6mvTF4H6E/s72-c/brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-5975915574678322029</id><published>2012-01-09T23:03:00.006-02:00</published><updated>2012-01-09T23:29:13.532-02:00</updated><title type='text'>Quem sabe?</title><content type='html'>Encerrada em devaneio&lt;br /&gt;Afugenta o seu carrasco&lt;br /&gt;Com um grito explosivo&lt;br /&gt;E dispersa o perigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se livra do seu medo&lt;br /&gt;Que não é seu&lt;br /&gt;Que não é meu&lt;br /&gt;Mas que é de todos&lt;br /&gt;O medo da morte&lt;br /&gt;O medo da triste sorte&lt;br /&gt;De ter de encerrar a existência&lt;br /&gt;Pra não mais saber&lt;br /&gt;O que foi?&lt;br /&gt;O que é?&lt;br /&gt;E o que será?&lt;br /&gt;Pensa somente:&lt;br /&gt;Quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-5975915574678322029?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/5975915574678322029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=5975915574678322029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/5975915574678322029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/5975915574678322029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2012/01/quem-sabe.html' title='Quem sabe?'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-7631283590163271158</id><published>2012-01-05T15:12:00.004-02:00</published><updated>2012-01-06T13:37:46.332-02:00</updated><title type='text'>Raízes do Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tomé de Souza, o primeiro Governador geral de nosso Brasil, entre 1549 e 1553, preferiu abandonar a colônia, por achar que fundar uma nação com degredados equivalia a "jogar na terra a má semente". (Brasil: Uma história, de Eduardo Bueno)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os frutos dessas sementes nós já conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Tentei pesquisar uma imagem para ilustrar o post, mas são tantas possíveis, que acabei desistindo...o político, a polícia, o pastor, o traficante, o colega próximo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-7631283590163271158?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/7631283590163271158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=7631283590163271158' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7631283590163271158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7631283590163271158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2012/01/raizes-do-brasil.html' title='Raízes do Brasil'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-3675988930175815700</id><published>2012-01-02T14:54:00.003-02:00</published><updated>2012-01-02T15:03:13.853-02:00</updated><title type='text'>Retrospectiva 2011</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa época (passagem de um ano para o outro) é marcada por retrospectivas em praticamente todos os canais televisivos. A internet, meio de comunicação altamente difundido, também exibe diversas compilações de acontecimentos que florearam o decorrer desses doze últimos meses. Isso ocorre até mesmo em ramificações especiais, como no esporte, por exemplo. Tive a oportunidade, por sinal, de rememorar os principais destaques do Fluminense em 2012. Foi nesta ocasião que entendi que essa atitude de relembrar aquilo que mais marcou no ano que acabou de acabar é altamente saudável. Afinal, vale como homenagem aos bons momentos, além de representar, de certa forma, um norte de condutas do próximo período de doze meses que se inicia.&lt;br /&gt;O que proponho, e que passarei a fazer a partir de agora, é uma retrospectiva pessoal, analisando aspectos que considero importantes, e que sejam, ao mesmo tempo, interessantes de uma maneira geral ao leitor. Não pretendo esmiuçar detalhes de minha vida íntima, mas apenas compartilhar algumas experiências culturais, enquanto, simultaneamente, guardo um registro do que representou este ano para o meu crescimento como pessoa. Para isso, passo a analisar tópicos que encaro como relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – Melhor livro brasileiro: Uma Breve História do Brasil&lt;/strong&gt;, de Mary Del Priore e Renato Venancio, Ed. Planeta, 320 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor livro nacional com o qual tive contato este ano não foi um romance de Jorge Amado ou de Machado de Assis, não foi um conto de Mário de Andrade, nem uma coletânea de poesias de Carlos Drummond de Andrade. A obra literária tupiniquim que mais me cativou foi um livro de história do Brasil. Isso se deve ao fato de os autores terem se preocupado em transcrever os acontecimentos de forma sucinta, mas sem deixar de lado detalhes importantes, tornando a leitura altamente agradável. Confesso que redescobri o Brasil, relembrando fatos com os quais não tinha contato desde a época de colégio, e aprendendo sobre acontecimentos que até então ignorava totalmente. A leitura já trouxe frutos. Adquiri mais um livro voltado para o mesmo tema e que começei a debulhar em fins de 2011. Trata-se de “Brasil: Uma História”, do aclamado professor Eduardo Bueno. Nossa história, repleta de fatos vergonhosos, é fundamental para compreender por que somos o que somos hoje em dia. Outra promessa de leitura relacionada ao tema para este ano é o “Guia Politicamente Incorreto do Brasil”, best seller que demonstra, dentre outras coisas, que Santos Dummont não foi o inventor do avião, tampouco do relógio de pulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 – Melhor livro estrangeiro: Queda de Gigantes&lt;/strong&gt;, de Ken Follett, Ed. Sextante, 912 p.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é um autor que somente viria a conhecer em meados do ano que terminou, quando ganhei do eminente Tio Sérgio o livro “O Buraco da Agulha”, excepcional thriller de espionagem, cuja história se desenrola durante a 2ª Guerra Mundial. Empolgado com a leitura e a aprendizagem de um evento de suma importância que precedeu o conhecido “Dia D”, quando do desembarque das tropas aliadas na Normandia, pesquisei sobre o tal Ken Follett. Descobri que o romance que acabara de ler foi sua primeira obra, escrita, surpreendentemente, quando contava com apenas 27 anos de idade, ainda na década de 70.&lt;br /&gt;A partir daí descobri também que seu último livro, escrito em 2010, seria o primeiro de uma trilogia, que contaria uma história que atravessaria todo o século 20. Tal livro foi nomeado “Queda de Gigantes” e narra acontecimentos do início do século passado e tem seu ápice na 1ª Guerra Mundial e na Revolução Russa. Trata-se de um romance no qual personagens fictícios da Inglaterra, País de Gales, Alemanha, Rússia e Estados Unidos têm suas trajetórias alteradas pela iminente guerra. Junto a tudo isso, personagens reais, como Winston Chirchil, Lênin e o Kaiser Guilherme II, enriquecem esse grande romance histórico.&lt;br /&gt;São mais de 900 páginas que, de início, assusta. No entanto, a parte final do livro traz um certo sentimento que pode ser descrito como um aperto no coração, pois é fácil simpatizar com os personagens, e a proximidade do final da leitura deixa a sensação de vazio. Isso só vem provar o talento do escritor na construção de sua narrativa. Vale ressaltar que depois de concluído, o livro passou por uma revisão realizada por dez historiadores para que fossem corrigidos quaisquer deslizes que teria incorrido o autor. Portanto, além de ser um belo romance, “Queda de Gigantes” é um documento com fatos históricos fidedignos, trazendo descrições convincentes dos acontecimentos que desencadearam a Grande Guerra, a Revolução Russa e a criação da Liga das Nações.&lt;br /&gt;Os próximos dois livros da trilogia serão lançados em 2012 e 2014, quando a saga dos mesmos personagens descritos no livro anterior e seus descendentes será retomada entre as atribulações da crise de 1929, da 2ª Guerra Mundial e da Guerra Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – Melhor álbum de música nacional – Ópera do Malandro&lt;/strong&gt;, de Chico Buarque. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer neste momento que cada tópico não está vinculado aos lançamentos do ano que se passa, mas simplesmente a descoberta da obra realizada por mim. Isso explica a escolha de um disco que foi lançado em 1979. Embora sempre tenha sido um admirador das músicas do Chico Buarque, seja pelas melodias despojadas, seja pelas letras de uma inteligência impar, essas canções chegavam até mim de maneira um tanto quanto esparsa. Até que tive a oportunidade, mediante a utilização da tecnologia dos pendrives, de receber a discografia completa do gênio, sem lhe pagar um centavo de direitos autorais, diga-se de passagem. Culpa não sinto, pois ele não precisa da minha contribuição.&lt;br /&gt;Assim, depois de ouvir, na íntegra, praticamente todos os discos do Chico, reconheci no álbum “Ópera do Malandro” uma verdadeira antologia. O título não é exagero. Ópera mesmo, comparável, guardadas as devidas proporções e as idiossincrasias dos estilos, ao “Night at the Opera” do Queen. Mais do que isso ainda, pode-se dizer, pois o CD é uma transmutação da Ópera lançada em 1978 nos teatros do Rio de Janeiro. Chico, afiadíssimo, criou músicas soberbas. Famosos são os versos de “Geni e o Zepelim”:“joga pedra da Geni; bosta na Geni; ela é feita pra apanhar; ela é boa de cuspir; ela dá pra qualquer um; maldita Geni”. Vários trechos da obra foram censurados, diante do regime ditatorial que ainda vigorava.&lt;br /&gt;A execução das músicas não foi exclusividade de Chico. A interpretação ficou por conta da nata da MPB à época, como Nara Leão, Alcione, Zizi Possi, Moreira da Silva, João Nogueira e Gal Costa. Em tempos de “sertanejo pegação”, a redescoberta da música brasileira de outras épocas se revela muito mais saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 &lt;strong&gt;- Melhor álbum estrangeiro – Aqualung,&lt;/strong&gt; do Jethro Tull. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como não ouvi nenhuma novidade que me agradasse muito aos ouvidos, acabo preferindo a audição dos clássicos, permanecendo num terreno conhecido, onde não existe equívoco. Estou perto de concluir que o rock morreu, e talvez esse seja tema de um próximo post. No início de 2011, entrei numa fase Jethro Tull, que perdurou três meses. Neste ínterim, ouvi novamente todos os discos de estúdio da banda e, não bastando isso, atribui notas, de 0 a 10, a todos eles. Muitos podem concluir que só um desocupado poderia realizar tal feito. E não me resta outra alternativa a não ser concordar. Foram três meses em que estive amparado pelo querido ócio, amigo dos filósofos gregos. Gozava eu à época de férias prêmio, concedidas a servidores públicos de carreira. Pois bem, voltando aos álbuns do Jethro, atribuí pontuação a todos, dos quais cinco ganharam a nota máxima: Aqualung, Linving in the Past, Thick as a Brick, Minstrel in the Gallery e Songs from the Wood.&lt;br /&gt;No entanto, não é porque tiveram a mesma nota que os cinco disco citados são parecidos. Muito pelo contrário. Cada qual possui sua característica própria, sendo um voltado mais para a música erudita e operística (Minstrel in the Gallery), outro, uma coletânea das melhores músicas dos álbuns dos anos 60 mais algumas inéditas (Living in the Past), outro com canções alegres e com forte influência folk (Songs from the Wood), ainda a epopéia progressiva Thick as a Brick, álbum de uma música só, que foi dividida em duas somente porque o disco de vinil não permitia sua execução contínua. Mas foi o Aqualung, lançado em 1971, que representou a maior transição da história da banda. Neste álbum há canções calmas como Wondr’ing Aloud e Slipstream, mas são as músicas agressivas que marcam o disco como um dos mais importantes da história do rock.&lt;br /&gt;A primeira faixa é homônima do disco e se inicia com um riff de guitarra fora dos padrões, que dava mostras de que Jethro entrava de vez numa fase progressiva. O que dizer desse hino que mescla agressividade com sentimento e onde guitarras distorcidas alternam momentos com cordas acústicas? E o solo de guitarra? Definitivamente, essa música dispensa comentários. É obrigatória para todos que se julgam entender de rock and roll ou de rock progressivo.&lt;br /&gt;A faixa seguinte é “Cross-Eyed Mary’ e não dá para acreditar que eles conseguissem impor mais dinâmica ainda a uma música depois da primeira. A flauta dá o ar da graça no início da canção, somente para trazer um certo ar de mistério ao que estava por vir. Ian Anderson parece estar rindo e se gabando, manifestando um desleixo proposital que somava a uma agressividade poucas vezes vista (ou melhor, ouvida). Iron Maiden chegou a regravá-la.&lt;br /&gt;Não falarei do restante das faixas uma a uma, mas merecem menção ainda a impactante “My God”, a corajosa “Hymn 43” e a grudenta “Locomotive Breath”. Além das melodias, o aspecto das letras não deve ser ignorado. Muito pelo contrário, é um elemento que dá caráter especial à obra em questão. Todas têm conteúdo filosófico bastante profundo, abordando questões de ordem moral e religiosa. O questionamento está na pauta do dia e os personagens que povoam as músicas surgem exatamente para nos levar à reflexão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-3675988930175815700?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/3675988930175815700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=3675988930175815700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3675988930175815700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3675988930175815700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2012/01/retrospectiva-2011.html' title='Retrospectiva 2011'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-989295237830813360</id><published>2011-12-28T17:37:00.006-02:00</published><updated>2011-12-28T17:55:25.290-02:00</updated><title type='text'>Adeus ano velho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um ano mais está se passando. Há pessoas que conseguiram concretizar os seus &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;objetivos&lt;/span&gt; e há aqueles que não fizeram quase nada do que pretendiam. O fato é que, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;independente&lt;/span&gt; das realizações de 2011, todos guardamos uma série de expectativas para o próximo ano. Mais conquistas, lógico. Ninguém almeja o fracasso. Sempre improvisamos uma maneira de nos comprometermos com os &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;ideais perseguidos. Promete-se parar de fumar, levar a sério a atividade física, estudar, ou simplesmente ser mais feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Prometo rescussitar este blog no próximo ano e bater o recorde no número de postagens, além de demonstrar meus pensamentos de maneira clara e irrestrita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;De qualquer modo, e sem mais delongas, portanto, venho expressar o meu sincero desejo de que você consiga atingir todas as suas pretenções, principalmente aquela que disse logo acima, a de ser muito feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Muita saúde e paz para você e todos os seus familiares neste 2012 que está prestes a iniciar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-989295237830813360?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/989295237830813360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=989295237830813360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/989295237830813360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/989295237830813360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2011/12/adeus-ano-velho.html' title='Adeus ano velho'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-4299614054483078632</id><published>2011-06-09T21:12:00.003-03:00</published><updated>2011-06-09T21:19:43.942-03:00</updated><title type='text'>Quando a criança era criança</title><content type='html'>"Quando a criança era criança&lt;br /&gt;Ela caminhava com os braços balançando&lt;br /&gt;Ela queria que a ribeira fosse um rio,&lt;br /&gt;O rio uma torrente&lt;br /&gt;E uma poça d´água, o mar,&lt;br /&gt;Quando a criança era criança,&lt;br /&gt;Ela não sabia que era criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo era inspirado nela,&lt;br /&gt;E todas as almas eram uma só.&lt;br /&gt;Quando a criança era criança,&lt;br /&gt;Não tinha opinião sobre nada,&lt;br /&gt;Não tinha nenhum hábito&lt;br /&gt;Sentava-se de pernas cruzadas,&lt;br /&gt;E saía a correr de repente.&lt;br /&gt;Tinha um redemoinho no cabelo&lt;br /&gt;E não fazia caretas quando ia tirar fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a criança era criança,&lt;br /&gt;Era a época das perguntas:&lt;br /&gt;Por que eu sou Eu&lt;br /&gt;E não tu?&lt;br /&gt;Por que eu estou aqui e&lt;br /&gt;Por que não lá?&lt;br /&gt;Quando começou o tempo&lt;br /&gt;E onde termina o espaço?&lt;br /&gt;A vida sob o sol não é apenas um sonho?&lt;br /&gt;Não seria tudo o que eu posso ver, ouvir e cheirar&lt;br /&gt;Apenas a aparência de um mundo anterior a este mundo?&lt;br /&gt;Existe mesmo o Mal&lt;br /&gt;E pessoas que são realmente más?&lt;br /&gt;Como é que eu, o Eu que eu sou,&lt;br /&gt;Antes que eu viesse a ser, não era?&lt;br /&gt;E como é que um dia eu,&lt;br /&gt;O Eu que eu sou, não mais serei&lt;br /&gt;O eu que Eu sou?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Handke-Wenders&lt;br /&gt;Poema inspirado nos versos de Rainer Maria Rilke.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-4299614054483078632?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/4299614054483078632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=4299614054483078632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4299614054483078632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4299614054483078632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2011/06/quando-crianca-era-crianca.html' title='Quando a criança era criança'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-7292562814807421645</id><published>2011-06-08T21:45:00.003-03:00</published><updated>2011-06-08T21:51:31.870-03:00</updated><title type='text'>O maior atleta da história tricolor!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gLFajVkt3R4/TfAYTCw3oZI/AAAAAAAAAGw/p7e9RQr76AI/s1600/preguinho_bilhou_no_flu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616015450769432978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-gLFajVkt3R4/TfAYTCw3oZI/AAAAAAAAAGw/p7e9RQr76AI/s400/preguinho_bilhou_no_flu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; João Coelho Netto, o Preguinho, foi um atleta completo. Competiu em oito modalidades pelo Fluminense: futebol, vôlei, basquete, pólo aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei e atletismo. Preguinho entrou para a galeria de grandes ídolos tricolores, sendo o autor do primeiro gol brasileiro em uma Copa do Mundo, em jogo contra a Iugoslávia, no Mundial de 1930, realizado no Uruguai. Os 55 títulos e as 387 medalhas nas oito modalidades que praticava o tornaram não só um ídolo, mas um herói tricolor, sendo por isso laureado com o primeiro título de grande benemérito atleta. Após sua morte, em 1979, o Prego - como era chamado pelos íntimos – seguiu merecidamente reverenciado, com um busto na sede do clube e a concessão de seu nome ao ginásio do Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.fluminense.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=190&amp;amp;Itemid=212"&gt;http://www.fluminense.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=190&amp;amp;Itemid=212&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-7292562814807421645?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/7292562814807421645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=7292562814807421645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7292562814807421645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7292562814807421645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2011/06/o-maior-atleta-da-historia-tricolor.html' title='O maior atleta da história tricolor!'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gLFajVkt3R4/TfAYTCw3oZI/AAAAAAAAAGw/p7e9RQr76AI/s72-c/preguinho_bilhou_no_flu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-7858404654851476940</id><published>2011-06-07T18:43:00.003-03:00</published><updated>2011-06-07T18:53:46.689-03:00</updated><title type='text'>Pensão-Milico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vocês sabiam que as filhas de militar têm pensão vitalícia? Já pensou numa velha de setenta e poucos anos recebendo pensão por conta de seu pai militar que faleceu há meio século? É muita mordomia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cofres públicos bancam pensões de 87.065 filhas de militares das Forças Armadas, criada há cinco décadas. Só em dezembro, elas custaram R$ 327,29 milhões, que representam em torno de 8,3% do total gasto com a folha de pagamento de pessoal (R$3,91 bilhões) do Ministério da Defesa. Considerando essa média mensal, o governo gasta, por ano, R$ 3,927 bilhões com essas pensionistas. Coincidência ou não, muitas das beneficiárias são solteiras convictas. Casadas perdem o benefício.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-7858404654851476940?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/7858404654851476940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=7858404654851476940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7858404654851476940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7858404654851476940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2011/06/pensao-milico.html' title='Pensão-Milico'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-1429312327607514670</id><published>2011-06-06T21:41:00.003-03:00</published><updated>2011-06-06T21:53:19.408-03:00</updated><title type='text'>A day in life</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros seres inexistentes, é com uma alegria incomum que posto depois de tantos meses, hoje, para fazer desse blog uma página de um diário pós adolescente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou num novo trabalho e minha satisfação pessoal foi atendida, pelo menos por ora. O Direito está me levando a algum lugar, e já posso dizer que o sofrido curso valeu a pena e, se depender de minha boa vontade, continuará valendo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia de trabalho foi uma beleza. Terminei o serviço no horário e às 15:30 horas já estava em casa. Assisti a um inusitado episódio de Vamp no canal Viva e logo após fui para a precária academia de musculação de minha nova cidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao voltar para casa liguei o video game para matar alguns alienígenas malvados. Logo enjoei. Uma sopa de lentilha e um episódio dos Simpsons. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste instante, ouvindo John Coltrane e lendo "Uma Breve História do Brasil", me veio a interjeição à mente: "ora bolas, eu tenho um blog!". Vou lá postar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse dia foi perfeito sim, e digno de ser guardado como paradigma nesse diário por um dia, se é que pode-se assim dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-1429312327607514670?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/1429312327607514670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=1429312327607514670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/1429312327607514670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/1429312327607514670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2011/06/day-in-life.html' title='A day in life'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-7365223221401322674</id><published>2010-10-26T20:41:00.002-02:00</published><updated>2010-10-26T21:15:09.072-02:00</updated><title type='text'>A Máquina do Tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TMdgyCA3h0I/AAAAAAAAAFk/zEB7eD35y3c/s1600/50398.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532497079898179394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TMdgyCA3h0I/AAAAAAAAAFk/zEB7eD35y3c/s400/50398.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficção científica é um gênero, pode se dizer, extinto. No entanto, pelo fato de ter vivido parte de minha infância na década de 80, acabo por sentir uma irresistível nostalgia quando me deparo com livros e filmes com esse conteúdo. Quando tinha uns 7 anos (acho que foi em 1989 ou 1990) assisti a um filme impressionante que mostrava um sujeito que havia construído uma estranha máquina e nela conseguia se deslocar para o passado e para o futuro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais tarde, já adolescente e frequentador da biblioteca pública, deparei-me com um pequeno livro também entitulado "A Máquina do Tempo". Ao ler a sinopse na contracapa percebi que a história era a mesma que me fascinara uns 10 anos antes. Extremamente empolgado fui até o solícito funcionário Renato Martini para regularizar o empréstimo da obra. Não comecei a ler no ônibus de volta para casa. Trata-se de um desses livros que exigem toda a atenção desde o princípio. Cada detalhe é altamente relevante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi nessas circunstâncias que conheci o autor H. G. Wells e vim a aprender que ele foi o primeiro autor a tratar a viagem no tempo de forma séria. Aliás, de forma verossímil. Para um romance escrito no final do século XIX, as teorias abordadas eram efervecentes. Einstein ainda não era nada. Além disso, a temática não se resume à física, mas também são discutidas questões sociais como o socialismo, o capitalismo e a busca por segurança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já em 2002 "A Máquina do Tempo" foi refilmada. Fui ao cinema na época com o nariz torcido, pois achava a primeira produção de 1960 insuperável. No decorrer do filme percebi que o enredo foi muito modificado e que os efeitos especiais roubavam a cena. Como previsto, o filme não chegou perto da magia do primeiro e tão pouco foi fiel ao livro de H. G. Wells. Todavia, não pode se dizer que seja ruim a produção. Só é mais pop. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse último fim de semana consegui mais uma vez o livro que li há uns 10 anos (história com que tive contato há 20 anos). Pareceu-me outra leitura. Melhor ainda. As questões sociais atacadas por H. G. Wells fizeram muito mais sentido. A evolução da humanidade em duas espécies distintas ficou mais clara e retratava o que estava acontecendo na época em que o livro foi escrito, em 1885, quando havia um crescimento industrial vertiginoso. Uma leitura rápida que sempre vale muito a pena. Uma pena mesmo é história ser tão curta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano passado começaram os preparativos para filmagem de uma continuação para "A máquina do Tempo" filmado em 2002. Aliás, H. G. Wells é autor de várias histórias que foram filmadas na era da 7ª arte, tais como "A ilha do Dr. Moreau", "O homem invisível" e "A guerra dos mundos".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-7365223221401322674?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/7365223221401322674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=7365223221401322674' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7365223221401322674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7365223221401322674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2010/10/maquina-do-tempo.html' title='A Máquina do Tempo'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TMdgyCA3h0I/AAAAAAAAAFk/zEB7eD35y3c/s72-c/50398.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-5489889364748635855</id><published>2010-09-22T14:26:00.006-03:00</published><updated>2012-01-10T23:49:24.260-02:00</updated><title type='text'>Crime e Castigo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TKfxmLVhT6I/AAAAAAAAAFM/WoLMV-pzWpM/s1600/Raskolnikov_and_Sonia__by_ohparapraxia.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 294px; FLOAT: right; HEIGHT: 376px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523649106173579170" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TKfxmLVhT6I/AAAAAAAAAFM/WoLMV-pzWpM/s400/Raskolnikov_and_Sonia__by_ohparapraxia.png" /&gt;&lt;/a&gt;Faz quase seis meses que iniciei a leitura de Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski e só agora a terminei. A demora foi proposital. É um livro que deve não só ser lido, mas também estudado. A análise psicológica que o autor realiza em determinadas personagens, mormente no protagonista Raskolnikov é de uma sensibilidade única. Só mesmo em outra obra, &lt;em&gt;Os Irmãos Karamasovi&lt;/em&gt;, que por sinal é do mesmo autor, pude observar semelhante capacidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Petersburgo com sua pobreza deletéria do século XIX serve de ambiente para uma história na qual um assassino e uma prostituta são protagonistas. Um homicídio é motivado pela miséria e pela certeza de que algumas pessoas são consideradas especiais e, por isso, estão autorizadas a cometer certos delitos para um bem maior. No caso, Rodion Romanovich Raskolnikov só tencionava matar a velha usurária para roubar seu dinheiro e assim continuar seus estudos, podendo finalmente garantir uma vida digna à sua mãe e sua irmã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que Rodion não imaginava era que o castigo viera antes mesmo do crime ser concretizado. Sua mente adoeceu durante o mês em que planejou o latrocínio. Depois do ato consumado, ele adoeceu mais ainda, chegando a tomar atitudes pouco inteligentes para quem pretende esconder um pecado. Delirava quando estava acordado e tinha pesadelos quando conseguia dormir. Falava dormindo e deixava pistas por todos os cantos pelos quais passava. Chegou mesmo a confessar o crime a um conhecido, acontecimento esse que chegou aos ouvidos do sábio juiz de instrução Porfirii.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma análise aprofundada sobre obra de tal envergadura seria o mais justo a se realizar. Porém, este não é o propósito deste blog. O importante é a marca que essa história deixa em cada leitor. Um mestre uma vez me disse que só sabe cantar; só sabe escrever; só sabe representar; só sabe pintar aquele que já leu Dostoiévski. Essa lição eu procuro passar adiante. Seis meses dedicados à cuidadosa leitura de uma epopéia como Crime e Castigo ou Irmãos Karamasovi representam seis anos de evolução no conhecimento da mente humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-5489889364748635855?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/5489889364748635855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=5489889364748635855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/5489889364748635855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/5489889364748635855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title='Crime e Castigo'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TKfxmLVhT6I/AAAAAAAAAFM/WoLMV-pzWpM/s72-c/Raskolnikov_and_Sonia__by_ohparapraxia.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-3360122975977891565</id><published>2010-08-26T21:58:00.002-03:00</published><updated>2010-09-13T13:31:51.628-03:00</updated><title type='text'>Desconforto Lisérgico</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TI5RpcoWQqI/AAAAAAAAAFE/jbbk8m0F2Qc/s1600/viagem_astral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516436366077346466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 381px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TI5RpcoWQqI/AAAAAAAAAFE/jbbk8m0F2Qc/s400/viagem_astral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada fração daquele corpo feminino imponente foi hoje projetado num sonho tão real que parecia outra vida. Enquanto escovava os seus longos cabelos em frente ao espelho, uma câmera a rodeava e focava toda a sensualidade transbordante. O olhar mostrava que havia algo a ser buscado. A face sóbria e decidida, no entanto, singela, dava impressão de que um sorriso poderia brotar-lhe a qualquer momento. Queria eu tê-lo provocado. Talvez eu não fosse personagem nessa história criada pelo meu subconsciente. Talvez minha alma, numa ânsia latente, tenha se lançado numa viagem astral e buscado aquilo que um dia proporcionou-lha tanta intensidade. Agora a câmera desce para a região que pouquíssimos conhecem. Curvas inesquecíveis e pele umedecida com óleo de amêndoas. Cheiro de óleo de amêndoas. A imagem se torna turva. A imagem do paraíso se apaga. A imagem da realidade se apresenta. O desconforto lisérgico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-3360122975977891565?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/3360122975977891565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=3360122975977891565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3360122975977891565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3360122975977891565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2010/08/desconforto-lisergico_26.html' title='Desconforto Lisérgico'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/TI5RpcoWQqI/AAAAAAAAAFE/jbbk8m0F2Qc/s72-c/viagem_astral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-3702722663993706268</id><published>2010-03-09T20:38:00.011-03:00</published><updated>2010-03-11T17:21:56.116-03:00</updated><title type='text'>A Insustentável Leveza do Ser</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/S5borQmQuCI/AAAAAAAAADY/11aot4VHxaU/s1600-h/0praga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446796629238659106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/S5borQmQuCI/AAAAAAAAADY/11aot4VHxaU/s400/0praga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando uma obra literária busca nas entranhas de suas personagens os seus anseios e seus medos, ou melhor, quando revela aquilo que se esconde no fundo da alma como algo anteriormente inimaginável até o momento de vir à tona, ela tem por virtude conquistar aqueles que se preocupam com o que há de substancial no ser humano. Substancial que se contrapõe ao superficial, cuja característica é a limitação sensorial; vê-se; ouve-se; até toca-se. Basta isso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia-a-dia é fácil observar e chegar a conclusões precipitadas. É demasiado cômodo assistir a uma telenovela ou a um filme e envolver-se na trama que se coloca à frente de nossos olhos e de nossos sofá. Isso é ser superficial. É o mundo das aparências a que tantos filósofos já se referiram. No entanto, uma obra literária pode ir além. A abordagem pode não só resumir-se a fatos e pessoas, mas digavar pelo mundo das idéias e motivações. Certo é que mesmo nas telenovelas as personagens agem motivadamente. Mas o livro pode ir além, ele pode buscar o que é quase inefável, inenarrável ou indescritível se não fosse o próprio livro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera é um exemplo disso. Uma simples história que poderia de forma superficial enredar qualquer filme ou telenovela, devido ao talento único do autor, se transformou num debate filosófico e psicológico muito além do que o um telespectador autômato possa imaginar. Essa qualidade a qual me refiro que é exatamente a de ultrapassar a barreira do superficial para se tornar substancial é valiosa e não está presente em todos os livros disponíveis no mercado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há poucas personagens e uma mesma situação é abordada em capítulos distintos sob o ponto de vista de cada uma delas. Tomas é um médico que busca em cada mulher o 0,01 %de individualidade nela contida e que a distingue das demais. O que ele esperava que nunca fosse acontecer acaba ocorrendo e ele se envolve com a sofrida e bela Thereza, com quem passa a levar uma vida cheia de passagens de dor e prazer, principalmente devido aos adultérios de marido. A amante mais marcante de Tomas é uma talentosa pintora chamada Sabina, que tem como objetivo de vida trair tudo aquilo que é convencional. Não se envolver amorosamente está incluído nessa premissa. Isso faz com que sua relação com Tomas seja aberta e livre de quaisquer pressões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história se passa em Praga, no momento em que o que conhecemos hoje como República Tcheca é invadida e anexada ao Império Soviético com os seus ideais deturpados de socialismo. Devo dizer que o descrito até aqui está no campo do superficial. A leitura do livro é que trará o que há de substancial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-3702722663993706268?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/3702722663993706268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=3702722663993706268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3702722663993706268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3702722663993706268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2010/03/insustentavel-leveza-do-ser.html' title='A Insustentável Leveza do Ser'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/S5borQmQuCI/AAAAAAAAADY/11aot4VHxaU/s72-c/0praga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-4880753289382700357</id><published>2010-01-10T12:10:00.003-02:00</published><updated>2010-01-10T12:14:00.835-02:00</updated><title type='text'>28 minutos</title><content type='html'>Quando a areia cair por completo&lt;br /&gt;O sol surgirá por de trás dos muros que nos cercam&lt;br /&gt;O homem santo dirá amém&lt;br /&gt;Enquanto urgem as cortinas, o castiçal é descartado&lt;br /&gt;Donos procuram seus domínios&lt;br /&gt;Os soturnos se aproveitarão dos 28 minutos&lt;br /&gt;Suficientes para finalizar o ciclo&lt;br /&gt;Inicia-se mais uma vez a nossa derrocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Achei em um rascunho antigo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-4880753289382700357?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/4880753289382700357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=4880753289382700357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4880753289382700357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4880753289382700357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2010/01/28-minutos.html' title='28 minutos'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-3935812879284254150</id><published>2009-09-30T14:32:00.007-03:00</published><updated>2010-08-05T15:05:22.341-03:00</updated><title type='text'>Gafe - Tofolli</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O termo "gafe" na verdade pode ser entendido nesse caso como &lt;strong&gt;desconhecimento jurídico&lt;/strong&gt;. A TV Senado transmitiu parte da sabatina do indicado a Ministro do STF José Antônio Tofolli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando interrogado a respeito das férias dos magistrados ele fez referência às domésticas, dizendo que não faz sentido a concessão a elas de 20 dias úteis de férias, atribuindo responsabilidade ao legislativo para igualar os seus direitos aos dos empregados normais nesse aspecto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que o indicado a Ministro &lt;strong&gt;não sabe&lt;/strong&gt; é que já vigora lei que iguala o direito a férias de 30 dias às domésticas &lt;strong&gt;desde 2006!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiram o art. 3º da Lei 5.859/72, alterado pela Lei 11.324/2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que preocupa além disso é o teor de suas respostas, completamente evasivas do ponto de vista técnico-jurídico e comparáveis a de um aluno de 3º ou 4º ano de Direito, com conteúdo genérico incompatível com um jurista da Corte Suprema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indicação para Ministro do STF da forma como ocorre hoje é um atentado contra o Poder Judiciário e contra toda a sociedade brasileira. Assim está disposto na Constituição Federal:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há lista tríplice. Simplesmente o presidente escolhe a figura jurídica que mais lhe apetece para um dos cargos de maior importância no cenário público nacional. Toffoli é Advogado Geral da União desde 2007 e atuou como advogado pessoal do Presidente da República e do Partido dos Trabalhadores por três candidaturas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante do pouco que assisti ao vivo pela TV Senado (pouco porque logo após a gafe "das domésticas" o sinal foi cortado) tirei minhas próprias conclusões. O jovem Tifolli, de 41 anos de idade, &lt;strong&gt;não tem notório saber jurídico&lt;/strong&gt;. Se ele tem algum saber jurídico, está escondido em um lugar que nem ele próprio será capaz de encontrar quando sentar-se na cadeira anteriormente ocupada pelo falecido Ministro Meneses Direito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cabe ressaltar que o candidato a Ministro foi reprovado para a Magistratura em dois concursos e não possui sequer o título de mestre. É um mero bacharel em Direito. Argumenta-se que essas questões são irrelevantes. Ora, isso me parece bem relevante!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O outro requisito para nomeação é a &lt;strong&gt;reputação ilibada&lt;/strong&gt;, que também vem sendo muito discutida em virtude de uma condenação de R$ 420.000,00 , em primeira instância, por firmar contrato ilegal infringindo a lei de licitações e atentando contra a moralidade administrativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguém sábio disse que a nomeação desse jovem para assumir o posto de Ministro do STF não será o que de pior ocorrerá ao nosso país. O que representará um retrocesso é a sua permanência até 2037, quando então ocorrerá a sua aposentadoria compulsória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-3935812879284254150?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/3935812879284254150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=3935812879284254150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3935812879284254150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3935812879284254150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2009/09/o-termo-gafe-na-verdade-pode-ser.html' title='Gafe - Tofolli'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-4558110472373626838</id><published>2009-01-28T12:56:00.010-02:00</published><updated>2009-02-02T17:14:00.058-02:00</updated><title type='text'>Ensaio Sobre a Cegueira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYCAU2IGxYI/AAAAAAAAACQ/aNi-gq36rY8/s1600-h/blindness.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296374257402955138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYCAU2IGxYI/AAAAAAAAACQ/aNi-gq36rY8/s320/blindness.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois de ler a sinopse do filme homônimo fiquei empolgado e decidido a assisti-lo tão logo fosse lançado em DVD. No entanto, antes que isso acontecesse, acabei me deparando com a obra escrita numa visita à livraria da cidade onde sou domiciliado. A aquisição da obra foi inevitável e meu fim de semana seguinte já estaria reservado para sua leitura.&lt;br /&gt;José Saramago entrou para a minha lista particular de grandes autores, detalhe que já está na lista de grandes autores de qualquer bom leitor que se preze (portanto atrasado estou), e o Prêmio Nobel de Literatura que fora-lhe entregue em 1998 só corrobora talento incontestável.&lt;br /&gt;Primeiramente quero deixar claro que a idéia de uma epidemia de cegueira me fez lembrar uma história de zumbis em que a perseguição dos contaminados não deixaria são um ser sequer. No entanto, no decorrer da história fui inclinado a interpretar mais como uma lição de segregação. Os primeiros cegos eram capturados a todo o custo e colocados em quarentena, entregues à própria sorte, tudo para a proteção dos ainda não infectados.&lt;br /&gt;Trata-se de um romance que kafkiano nenhum botaria defeito, talvez nem o próprio Kafka o botaria. Mas não é só visionária a obra (talvez a palavra "visionária" possa soar imprópria) mas também perturbadora. Onde se encontram os nossos limites? Do nosso corpo. Da nossa moral. Do que seríamos capazes para sobreviver? E do que seríamos capazes para atender nossas necessidades básicas ou mesmo de prazeres, num mundo tão escasso dessas fontes?&lt;br /&gt;Somente uma pessoa com olhos sãos pode, além de sentir, ver toda a podridão a que o ser humano se rebaixou e é através dessa protagonista sem nome que o leitor encarnará as experiências mais adjetas e degradantes.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-4558110472373626838?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/4558110472373626838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=4558110472373626838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4558110472373626838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/4558110472373626838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2009/01/ensaio-sobre-cegueira.html' title='Ensaio Sobre a Cegueira'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYCAU2IGxYI/AAAAAAAAACQ/aNi-gq36rY8/s72-c/blindness.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-2533756582313269571</id><published>2008-12-01T23:23:00.006-02:00</published><updated>2009-01-29T14:20:12.583-02:00</updated><title type='text'>Família</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/STSWt8aLK0I/AAAAAAAAAB8/a6GN9S1fTGk/s1600-h/grades.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275006779611884354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/STSWt8aLK0I/AAAAAAAAAB8/a6GN9S1fTGk/s320/grades.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sentado solitário numa mesa de restaurante, degustando a rotineira refeição de sábado, observei a chegada de três figuras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;esteriotipadas&lt;/span&gt; que se sentaram à mesa bem em frente à minha: um homem de pouco mais de 30 anos, uma mulher que aparentava ter uns 25 ou 26 e uma criança com seus 8 anos de idade. Uma família! Quase certo que se tratavam de pai, mãe e filha. Como uma das minhas características mais marcantes talvez seja a acuidade na observação, até porque pouca coisa me resta nos momentos em que estou só, passei a observá-los disfarçadamente, e foi bem fácil, já que eles estavam bem na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;direção&lt;/span&gt; do televisor.&lt;br /&gt;Tamanha foi a minha surpresa ao notar que não havia diálogo naquela mesa. Paciente, continuei atento a espera de uma troca de palavras. No entanto, o máximo que pude notar foi o pai orientando a filha sobre algo que estava em seu prato. A partir daí conclui que o pai devia ser muito atencioso com a filha. A menina por sinal sempre bem comportada. Mas a figura mais passiva e misteriosa da mesa era aquela mulher de olhar vago e distante. Ela, que não proferiu uma palavra enquanto meus olhos estiveram voltados para o lugar onde eles estavam, era um mistério vivo. Não era fácil decifrar seu olhar e suas feições.&lt;br /&gt;Já havia terminado minha refeição e sem perceber estendido inconsequentemente meu tempo de permanência no restaurante. Quando eles estavam para ir embora, me antecipei e me direcionei ao caixa. Ao pagar a conta ainda pensava no que havia se passado. Porque será que pensei que a mulher estivesse insatisfeita com tudo aquilo? E é neste ponto que revelo as minhas reflexões. As pessoas em geral não estão satisfeitas e aquela que parece ser uma família feliz pode mascarar sérias decepções. Felicidade permanente, como ensina Shopenhauer, não existe. Portanto, notaremos cotidiana e diuturnamente faces borradas pela insatisfação e pela tristeza.&lt;br /&gt;Esse é um assunto que merece continuidade num próximo post.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-2533756582313269571?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/2533756582313269571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=2533756582313269571' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2533756582313269571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2533756582313269571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2008/12/famlia.html' title='Família'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/STSWt8aLK0I/AAAAAAAAAB8/a6GN9S1fTGk/s72-c/grades.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-8021940513700754937</id><published>2008-11-08T01:57:00.003-02:00</published><updated>2008-11-09T10:18:06.034-02:00</updated><title type='text'>Sinais do Fim</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um assunto que não tem continuidade&lt;br /&gt;Um sorriso que não tem expressão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma piada que não é recebida com risadas&lt;br /&gt;Uma pedido que não é atendido&lt;br /&gt;Um beijo seco e sem sentimento&lt;br /&gt;Uma lágrima em vão&lt;br /&gt;Uma carta que não é lida&lt;br /&gt;Um recado que não chega ao seu destino&lt;br /&gt;Um elogio ignorado&lt;br /&gt;Um convite recusado&lt;br /&gt;Um carinho desprezado&lt;br /&gt;Um sentimento anulado&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-8021940513700754937?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/8021940513700754937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=8021940513700754937' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/8021940513700754937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/8021940513700754937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2008/11/sinais-do-fim.html' title='Sinais do Fim'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-3726420321541860176</id><published>2008-07-27T18:56:00.001-03:00</published><updated>2008-07-27T18:57:37.859-03:00</updated><title type='text'>Diálogos de Botequim - 04</title><content type='html'>_ Amigo Édipo!&lt;br /&gt;_ Sim!&lt;br /&gt;_ Mudei de idéia...&lt;br /&gt;_ De novo?!?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-3726420321541860176?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/3726420321541860176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=3726420321541860176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3726420321541860176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3726420321541860176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2008/07/dilogos-de-botequim-04.html' title='Diálogos de Botequim - 04'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-2869824099320158602</id><published>2008-07-09T16:24:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T02:13:38.837-02:00</updated><title type='text'>Diálogos de Botequim - 03</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SHUU2KjMNoI/AAAAAAAAAA0/fnoT4uZVrco/s1600-h/bomba-atomica-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 466px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SHUU2KjMNoI/AAAAAAAAAA0/fnoT4uZVrco/s320/bomba-atomica-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221102263783405186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Já pensou na perfeição?&lt;br /&gt;- Há mulheres perfeitas.  Não vê a Juliana &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"  style="font-size:130%;"&gt;Paes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;?&lt;br /&gt;- Mas é só o invólucro.  Ela realmente é linda.  Mas se se aproxima dela, será que continuará com essa impressão de perfeição?&lt;br /&gt;- Isso não importa!  Nunca chegarei perto dela.  Isso sim não é nada perfeito.&lt;br /&gt;- Passemos para outro plano; um exemplo mais abrangente.  Falemos do mundo sem o ser humano.  O que acha disso?&lt;br /&gt;- Parece-me...&lt;br /&gt;- Pois é...perfeito.  Todos os vícios existentes são patenteados pela nossa dita espécie racional.  Nós somos a única e exclusiva causa de tantos transtornos.&lt;br /&gt;- Então brindemos ao Planeta Terra sem essa maldita praga!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-2869824099320158602?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/2869824099320158602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=2869824099320158602' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2869824099320158602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2869824099320158602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2008/07/dilogos-de-botequim-03.html' title='Diálogos de Botequim - 03'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SHUU2KjMNoI/AAAAAAAAAA0/fnoT4uZVrco/s72-c/bomba-atomica-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-2721315486518639596</id><published>2008-06-27T23:55:00.008-03:00</published><updated>2012-01-09T23:49:06.856-02:00</updated><title type='text'>Diálogos de Botequim - 02</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Sabe, caro amigo; estive pensando sobre a natureza das relações entre os sexos opostos.&lt;br /&gt;- Ah sim! Eu penso nisso o tempo todo. Aliás, dá só uma olhada naquela delícia que passa a estibordo.&lt;br /&gt;- Procedi a uma reflexão mais profunda, depois de tanto experimentar da carne que nos proporciona momentos de prazer inesquecíveis; depois de tanto seduzir e ser seduzido. Parece que se formou um paradigma do qual não posso fugir, e me sinto muito mal por isso. As conquistas se tornaram mais fáceis e eu passei a me sentir cada vez mais culpado. Não é fácil saber nem o que quero. Imagine só tentar descobrir os profundos desejos das mulheres, algo, penso eu, que elas próprias também desconhecem. Essa proeza ouso afirmar ter realizado.&lt;br /&gt;- A frase corriqueira é: "não dá para entender as mulheres". E é verídico que elas pensem o mesmo a nosso respeito.&lt;br /&gt;- Mas posso chegar a uma conclusão genérica tomando por base minhas experiências. Digamos que seja algo puramente empírico. Já passei por alguns relacionamentos duradouros, você sabe. E nos intervalos desses relacionamentos "fui à caça", e obtive sucesso muitas vezes. A primeira conclusão, básica, a que cheguei: "a noite é dos solteiros, ou daqueles que desejam se passar por eles".&lt;br /&gt;- Alto lá! Garçom, mais uma cerveja, por favor.&lt;br /&gt;- E agora que estou solteiro já há um bom tempo, não aguento mais o ritmo das baladas. Vou escolher alguém para sossegar. A escolha é meio complicada, mas há uma boa variedade de potenciais namoradas ou esposas.&lt;br /&gt;- Eu ainda prefiro a liberdade. Talvez só abra mão dela quando estiver bem velho. Isso se eu chegar a ficar bem velho.&lt;br /&gt;- Se eu tiver uma companheira, mudarei novamente o meu ritmo de vida. Dormirei mais a noite. Não terei tantas preocupações. Mas sabe o que é pior? Dentro de algum tempo virá o tédio, que entrará sem bater na porta, e quando perceber, estarei num relacionamento de aparências e comodismos. Já estafado de toda a rotina partirei escondido para uma das antigas baladas que freqüentava.&lt;br /&gt;- Quem é você? Juscelino?&lt;br /&gt;- Sei bem, pois passei por isso diversas vezes. Já perdi as esperanças de que esse círculo termine um dia. Pois bem, continuando. Quando estiver às escondidas provarei de novo o gosto da liberdade. No dia seguinte a culpa, e o dilema: "ser leão ou ser cordeiro". Por isso digo que a noite não permite um namoro convencional. Somente aventuras. Destas já estou cansado por hora. Preciso de tempo para renovar minhas energias.&lt;br /&gt;- E aquela estória de descobrir o que as mulheres desejam? Não seria dinheiro?&lt;br /&gt;- Eu também achava que isso vinha em primeiro lugar. Mas elas mesmas sabem que não há tantos homens ricos no mercado e acabam cedendo para alguém de classe igual ou superior à dela. Quando a mulher é bem resolvida financeiramente entram em jogo outros fatores. Mas falemos do normal, do corriqueiro.&lt;br /&gt;- Me interessei pela mulher rica.&lt;br /&gt;- A grande revelação, pelo menos pra mim: no geral as mulheres não estão satisfeitas com os seus companheiros, sejam eles namorados, noivos ou maridos. Agora me diga, isso é novidade para você também?&lt;br /&gt;- Meu caro, embora essa afirmação seja por demais genérica, me sinto tentado a concordar com você. Continue.&lt;br /&gt;- A partir da premissa de que vivi vários relacionamentos concluo que todos eles falharam. Por que?&lt;br /&gt;- Insatisfação.&lt;br /&gt;- Além disso já me envolvi com "n" mulheres comprometidas. Por que traíram?&lt;br /&gt;- Insatisfação.&lt;br /&gt;- E as vezes que eu mesmo traí? Por que isso ocorreu?&lt;br /&gt;- Insatisfação. Mas não me pergunte mais nada cuja resposta seja "insatisfação", por favor.&lt;br /&gt;- Mas é exatamente essa a palavra que completa o paradigma por mim formulado. As relações entre os sexos opostos são movidas pelo sentimento de insatisfação. Sabendo de tudo aquilo que as mulheres esperam em um homem, o caçador se prepara para a conquista. No entanto, não é nada ético mexer com a fraqueza alheia. Daí o sentimento constante de culpa a cada investida.&lt;br /&gt;- Pois vamos fazer o seguinte: hoje vamos para a gandaia e você me mostra como funciona esse paradigma. De repente você encontra uma namorada para se assossegar. E se eu observar que a técnica funciona, vou acolhê-la e me tornarei um "Dom Juan" para ninguém botar defeito. Alto lá! Garçom, mais uma cerveja, por favor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-2721315486518639596?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/2721315486518639596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=2721315486518639596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2721315486518639596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2721315486518639596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2008/06/dilogos-de-botequim-02.html' title='Diálogos de Botequim - 02'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-7364681914766144410</id><published>2008-04-21T19:35:00.002-03:00</published><updated>2008-04-21T19:39:43.681-03:00</updated><title type='text'>Jacqueline</title><content type='html'>Jacqueline morreu menina.&lt;br /&gt;Jacquelina morta era mais bonita do que os anjos.&lt;br /&gt;Os anjos!... Bem sei que não os há em parte alguma.&lt;br /&gt;Há é mulheres extraordinariamente belas que morrem ainda meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve tempo em que olhei para os teus retratos de menina como olho agora para a pequena imagem de Jacqueline morta.&lt;br /&gt;Eras tão bonita!&lt;br /&gt;Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de Jacqueline&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pura como Jacqueline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Bandeira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-7364681914766144410?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/7364681914766144410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=7364681914766144410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7364681914766144410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7364681914766144410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2008/04/jacqueline.html' title='Jacqueline'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-8925832234335863119</id><published>2007-10-30T11:28:00.001-02:00</published><updated>2009-01-29T14:20:55.342-02:00</updated><title type='text'>Diálogos de Botequim - 01</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;_ Caro Édipo, quero nascer mais inteligente na próxima reencarnação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;_ Não háverá próxima vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;_ A não ser que meu espírito chegue à perfeição, e acredito que isso esteja longe de acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;_ Então seu espírito perdeu a chance de se juntar definitivamente ao Cosmos. Tome jeito. É agora ou nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;_ Édipo, sei que é pessimista, mas não terá êxito na tentativa de abalar minha crença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;_ Isso eu não pretendo, amigo Tarcisio. Somente tenho certo que não haverá planeta terra para uma próxima chance.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;_ Lá vem você com essa ladainha ambientalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-8925832234335863119?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/8925832234335863119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=8925832234335863119' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/8925832234335863119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/8925832234335863119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/10/dilogos-de-botequim-01.html' title='Diálogos de Botequim - 01'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-3001071290497120579</id><published>2007-08-29T00:19:00.003-03:00</published><updated>2008-11-13T02:13:39.108-02:00</updated><title type='text'>Má companhia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/RtT3u0yb8SI/AAAAAAAAAAc/0tdktoZd9yk/s1600-h/filho+pr%C3%83%C2%B3digo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103976661533847842" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/RtT3u0yb8SI/AAAAAAAAAAc/0tdktoZd9yk/s320/filho+pr%C3%B3digo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ultimamente ando me sentindo muito inexpressivo. Tendências não muito saudáveis. Já sabia que não era boa influência. Se se aproxima de mim, imediatamente afasta-te, sob pena de perdição. Tipo vírus. Destruo-o sem que o perceba. É inevitável. Queria que assim não fosse. Tento constantemente modificar-me, mas o sucesso, nesse ponto, me desaponta. Sou o mau personificado e disfarçado. Sou o prisma da vingança e do desaforo. Quem eu queria que soubesse não o sabe, e por isso sigo só. Será que é assim que deve ser? Será que é assim que deve continuar? Vivo para o "eu" pensando no "nós", porém, o substantivo composto sempre representa a intenção, e como os bem-intencionados já têm um destino certo, quero por fim mudar a minha postura. Quero salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a volta ficou bem clara. A volta aos tempos de glória. Aos louros de outrora. Amizade, como pregara Aristóteles, e não uma fútil companhia para discussão sobre estética; não para uma proliferação de intrigas; não para falsas considerações de consideração. Sou má-companhia para quem não me contempla. Todavia, sinto falta dos que me compadecem. E para eles deverei retornar. Eles me esperam como os crentes ao apocalipse. Sigo só, pois quem me deveria ouvir, não o faz. A volta se torna inevitável, já que os desabrigados ainda clamam pelo retorno ao antigo lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando só pensando em mim, porque nunca estive tão só. Tão só! Tão só! Tão só! Tão só! Quem eu queria que soubesse não o sabe, e por isso sigo só. Imagine-se vivendo sempre na solidão; para si mesmo. Para si mesmo! Para si mesmo! Para si mesmo! Para si mesmo! Quantos de mim se foram? Já perdi a conta, aliás, nunca tive a paciência de contar, só sei que se foram todos, e, portanto, já não sou mais eu. Sou um resquício. "Apersona". O "eu" de outrora há tempos não se explana, mas hoje a volta ficou bem clara. A volta aos tempos de glória. Aos louros de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogaram minha carne fora. E agora? Por quê? A vi ao lado de outro. E agora? Me vi ao lado de um espectro que não era ela. E agora? Simplesmente devo me resguardar. Uma ou várias doses de vodka ajudam a entender melhor o cotidiano. Nada na verdade faz sentido. E, no momento, o que há de mais verdadeiro é externado nessas simples palavras, de significado intenso. A angústia é algo difícil de se expor. Disso o leitor já sabe. Pelo menos o habitual. As palavras correm mais soltas do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vislumbro o presente, condicionado a uma ação passada, de repercussão futura. Decisões. Escolhas. Caminhos. Conflitos. Tudo está interligado. E o que é importante? Ser feliz ou ser aparentemente convicto das decisões de mérito falsamente tomadas? As aparências, no geral, são o que importa aos outros. No entanto, causam uma angústia interna, quase que insuportável. Sorte existir o blog. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O fato, e me desvirtuei do assunto, é que sou má-companhia. E não se aproxime de mim, sob pena de perdição. A volta está próxima. A volta aos tempos de glória. Aos louros de outrora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-3001071290497120579?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/3001071290497120579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=3001071290497120579' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3001071290497120579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/3001071290497120579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/08/m-companhia.html' title='Má companhia'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/RtT3u0yb8SI/AAAAAAAAAAc/0tdktoZd9yk/s72-c/filho+pr%C3%B3digo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-2682108170999232455</id><published>2007-07-29T12:05:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T02:13:39.353-02:00</updated><title type='text'>Survivor!</title><content type='html'>&lt;div style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Trata-se de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reality show&lt;/span&gt; exibido na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;People and Arts&lt;/span&gt;, onde o que prevalece é a esperteza individual. Os competidores têm que ser mais políticos do que qualquer outra coisa, ou seja, totalmente falsos uns com os outros, para que consigam postergar suas saídas. Eles enfrentam frequentemente uma espécie de "paredão", no qual há uma votação para a exclusão de um competidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vi uma cena que, sinceramente, me chocou. Não imaginava que pudessem esses competidores chegar a tanto. Antes de começar a contar o que houve devo situá-los. O local é a ilha de Vanuatu, onde a natureza selvagem domina toda a paisagem. Essas pessoas só comem aquilo que a própria ilha lhes oferece, e o cardápio não é dos mais empolgantes.&lt;br /&gt;Aconteceu uma prova da qual o vitorioso teria como prêmio um piquenique, com direito a coxinhas e asas de frango fritas e champagne, no alto de um vulcão inativo. Lugar paradisíaco. A vencedora foi uma mulher, que teve o direito de escolher alguém para subir com ela. A escolhida foi outra mulher, e não por acaso, pois há uma guerra generalizada dos sexos nessa competição, mesmo não sendo este o objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas felizardas subiram então no helicóptero da emissora e foram passear por sobre a ilha, até que chegaram ao local do piquenique. Lá desfrutaram das benesses lhes garantidas enquanto discutiam uma sub-aliança para se fortalecerem no jogo. Chamo de sub-aliança, porque já havia uma aliança entre todas as mulheres, determinadas a eliminar qualquer vestígio de testosterona na ilha. Elas estavam tendo muito sucesso nessa empreitada. A desproporção entre os representantes masculinos e femininos provava isso. Depois de gozarem de tudo quanto podiam e de se embebedarem com champagne, voltaram para a praia sede dos competidores. Quando elas chegaram só estavam as outras quatro mulheres. Os únicos três homem do grupo haviam saído para discutirem sobre sua triste situação no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres na praia receberam as premiadas com falsos e invejosos sorrisos estampados. No entanto, para minha surpresa, uma das que chegaram sacou de baixo da calça um saco com várias coxinhas e asinhas de frango. Isso me animou bastante e cheguei a pensar que existia, de alguma forma, uma solidariedade, uma humanidade, entre os participantes. Minha opinião mudaria novamente quando elas resolvem comer tudo o mais rápido possível para que os homens não vissem aquele alimento suculento. Elas correm para trás das moitas e devoram a carne feito animais insaciáveis. No fim elas jogam os ossos de volta no saco, que se juntam aos outros ossos já guardados do passeio. Eles ainda tem um destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os homens chegam elas mostram o saco de ossos como se fosse uma novidade a todos.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/Rqzo5EZRxYI/AAAAAAAAAAU/7Tj1kJzozgc/s1600-h/survivorvanuatu_wideweb__430x327.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092701345779139970" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 344px; cursor: pointer; height: 252px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/Rqzo5EZRxYI/AAAAAAAAAAU/7Tj1kJzozgc/s320/survivorvanuatu_wideweb__430x327.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Dizem que trouxeram os ossos, mesmo que fossem mal interpretadas, para o resto do grupo sentir o gostinho que há muito não sentiam. As mulheres encenam um agradecimento caloroso. E os homens, ingênuos, também se mostram muito agradecidos e atacam os ossos como se suas vidas dependessem daquilo. Um deles, através de depoimento, demonstra profundo agradecimento às suas companheiras. Foi uma cena lastimável, não pelo fato de estarem chupando ossos, mas pela dissimulação em si.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ao resto sobram os restos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-2682108170999232455?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/2682108170999232455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=2682108170999232455' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2682108170999232455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2682108170999232455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/07/survivor.html' title='Survivor!'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/Rqzo5EZRxYI/AAAAAAAAAAU/7Tj1kJzozgc/s72-c/survivorvanuatu_wideweb__430x327.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-1112096353927135806</id><published>2007-07-27T18:46:00.000-03:00</published><updated>2007-07-28T12:20:24.750-03:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não falei das flores</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pôxa!  Há quanto tempo não escrevo algo sem compromisso nesse blog? Passou-se tanto tempo e tenho tanto a dizer.  Realmente parece que, a partir de uma pequena pedrinha jogada ao acaso do topo de uma montanha, uma avalanche de proporções épicas se formou, até atingir o seu clímax.  Quanta informação eu deixei de registrar!  Será impossível nesse momento fazer um apanhado de tudo.  Impossível seria o pobre leitor entender as conturbadas divagações atropelando-se umas às outras num desenfreio literal.  Quanto aos motivos do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;break,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; devo moderar na argumentação, já que se tornou chata e enfadonha a vidinha cotidiana retratada nos canais abstratos desse instrumento virtual.  Tendo a ponderar que a mente, depois de um período de trevas, está preparada novamente para as elucubrações de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Nunca, em toda a minha extensa existência, fui tão esportista como na atualidade.  Nessas duas últimas semanas tenho acompanhado quase que vinte e quatro horas por dia os jogos panamericanos do Rio.  É uma fase, espero eu, passageira.  Pois até para o fluminense voltei a torcer.  Isso me faz pensar numa possibilidade.  Será que conseguiria ganhar a vida praticando alguma modalidade esportiva?  Quando criança era uma negação no futebol.  Lutei karatê durante um ano também, mas não dei continuidade.  Pratiquei basquete num período da adolescência.  Será que devo largar tudo e me dedicar a alguma modalidade esportiva?  Mas qual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;   Sou muito velho para jogar futebol profissionalmente, mas que os super-salários são tentadores, isso são.  Sou muito alto para o hipismo e muito baixo para o basquete ou o volei.  Não tenho força para a ginástica.  Não sei lutar nada, e também é tarde para começar.  Pôxa vida!  Eu não sei nem nadar!  Nada de natação então.  Atletismo quem sabe?  Acabo de ter uma visão de minha infância, e nessa visão aparece um moleque magro e desengonçado disputando corrida com os colegas.  Esse moleque fica em último.  Não preciso nem falar de quem se trata.  Conclusão: estou correndo do atletismo.  Tênis de mesa não dá, porque tem uns jogadores muito bons jogando por aí.  Tênis de quadra é esporte pra rico.  Nunca vi uma quadra dessa ao vivo na minha vida.  Tem xadrês nos jogos panamericanos?  Ah!  Mesmo se tivesse, não iria adiantar.  Eu não consigo ganhar nem do meu companheiro de república.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Está tudo bem então.  Vou continuar pensando em algo durante a noite, mas estou realmente disposto a uma disputa.  Quero ganha medalhas e ser ovacionado pela minha torcida; e vaiado pela do adversário.  Que seja!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por hora é só!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-1112096353927135806?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/1112096353927135806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=1112096353927135806' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/1112096353927135806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/1112096353927135806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/07/pra-no-dizer-que-no-falei-das-flores.html' title='Pra não dizer que não falei das flores'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-553541852402336547</id><published>2007-04-11T20:26:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T21:30:31.717-03:00</updated><title type='text'>Bicicleta</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sonhei que estava sentado na calçada da rua&lt;br /&gt;Sem destino&lt;br /&gt;Sem companhia&lt;br /&gt;Um homem passou e socou o rosto do outro&lt;br /&gt;Um menino passou e socou o rosto do primeiro&lt;br /&gt;Eu, assustado, tomei uma prudente atitude&lt;br /&gt;Saí daquele local temendo ser o próximo agredido&lt;br /&gt;Entrei em uma farmácia, pois estava com vontade de ingerir remédios&lt;br /&gt;Quando saí constatei que minha bicicleta não estava mais lá&lt;br /&gt;As pessoas me olhando confusas&lt;br /&gt;Tenho certeza que foi aquele menino&lt;br /&gt;Olhei para todos os lados procurando-o&lt;br /&gt;Mas já era tarde demais&lt;br /&gt;O sentimento de perda foi tão grande que acordei&lt;br /&gt;A realidade me deixou mais tranquilo&lt;br /&gt;Ainda bem que não tenho bicicleta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-553541852402336547?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/553541852402336547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=553541852402336547' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/553541852402336547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/553541852402336547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/04/bicicleta.html' title='Bicicleta'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-7433060946922694021</id><published>2007-04-08T12:46:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T02:13:39.599-02:00</updated><title type='text'>Caminhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Você me pergunta&lt;br /&gt;Aonde eu quero chegar&lt;br /&gt;Se há tantos caminhos na vida &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/RhkQD6XFtuI/AAAAAAAAAAM/Vdw4o_BSq8Y/s1600-h/raulseixas.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051086116464473826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 346px" height="324" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/RhkQD6XFtuI/AAAAAAAAAAM/Vdw4o_BSq8Y/s320/raulseixas.jpg" width="156" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;E pouca esperança no ar&lt;br /&gt;E até a gaivota que voa&lt;br /&gt;Já tem seu caminho no ar&lt;br /&gt;O caminho do fogo é a água&lt;br /&gt;O caminho do barco é o porto&lt;br /&gt;O do sangue é o chicote&lt;br /&gt;O caminho do reto é o torto&lt;br /&gt;O caminho do bruxo é a nuvem&lt;br /&gt;O da nuvem é o espaço&lt;br /&gt;O da luz é o túnel&lt;br /&gt;O caminho da fera é o laço&lt;br /&gt;O caminho da mão é o punhal&lt;br /&gt;O do santo é o deserto&lt;br /&gt;O do carro é o sinal&lt;br /&gt;O do errado é o certo&lt;br /&gt;O caminho do verde é o cinzento&lt;br /&gt;O do amor é o destino&lt;br /&gt;O do cesto é o cento&lt;br /&gt;O caminho do velho é o menino&lt;br /&gt;O da água é a sede&lt;br /&gt;O caminho do frio é o inverno&lt;br /&gt;O do peixe é a rede&lt;br /&gt;O do pio é o inferno&lt;br /&gt;O caminho do risco é o sucesso&lt;br /&gt;O do acaso é a sorte&lt;br /&gt;O da dor é o amigo&lt;br /&gt;O caminho da vida é a morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Raul Seixas - 1975)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-7433060946922694021?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/7433060946922694021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=7433060946922694021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7433060946922694021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/7433060946922694021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/04/caminhos.html' title='Caminhos'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/RhkQD6XFtuI/AAAAAAAAAAM/Vdw4o_BSq8Y/s72-c/raulseixas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-2619493528077061127</id><published>2007-04-06T00:44:00.002-03:00</published><updated>2007-07-28T23:59:17.011-03:00</updated><title type='text'>Robinson Crusoé</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desde muito pequeno, sempre que me apresento às pessoas como "Robson", faz-se uma alusão à personagem que em dado momento, por um infortúnio, teve seu navio naufragado, mas acabou sobrevivendo em uma ilha completamente desabitada. Lá o náufrago aprendeu a "se virar', com a ajuda de alguns utensílios retirados do navio enquanto este ainda estava preso entre as pedras do mar a mais ou menos uma milha da praia. Na ilha ele plantou, criou um rebanho de cabras e fez um pequeno castelo. Na ilha ele teve grandes sustos, como quando descobriu uma tribo que vinha do continente ou de outra ilha em botes, com prisioneiros com o único objetivo de devorá-los. Robinson fazia questão de enterrar os restos mortais depois que os antropófagos iam embora. Num belo dia um dos prisioneiros conseguiu escapar, correndo como quem corre um verdadeiro desesperado que deseja salvar sua própria vida. Robinson, ávido por uma companhia, tratou de ajudá-lo a se livrar de quem o perseguia e lhe deu um lar e uma razão para viver; Sexta-Feira, por sua vez, devotou a vida ao seu salvador e nunca mais o abandonaria. Passados quase trinta anos isolado do mundo surge-lhe uma oportunidade de retornar à sua terra natal. Um navio inglês amotinado lhe ensejaria a última aventura no solo daquela ilha. O nosso heroi conseguiu entrar em contato com os prisioneiros, dentre eles o real capitão do navio, traído por parte da tripulação, que convencera todo o resto dos homens a transformar a embarcação oficial inglesa em embarcação pirata. Depois de libertados os prisioneiros, a reconquista teve inicio e nossos amigos logicamente foram vitoriosos. Robinson voltou para a sua terra natal carregando moedas de ouro e de prata que guardava consigo desde o fortúito naufrágio. Ele e Sexta-Feira provavelmente continuaram viajando à procura de algo pra distrair-lhes a cabeça. A história de Robinson mostra que a vida é na verdade uma sequência de pequenas conquistas, que devem ser comemoradas assaz, a todo o momento. E mostra também que a vida é uma série de batalhas, que devem ser travadas com o coração. Viver depende das batalhas e as comemorações das pequenas conquistas delas provenientes é que dão razão a esse viver.  Nesse caso, cada dia vivido (diga-se resistido) é uma vitória e, portanto, ensejador de comemoração.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-2619493528077061127?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/2619493528077061127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=2619493528077061127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2619493528077061127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/2619493528077061127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/04/robinson-cruso.html' title='Robinson Crusoé'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-263171443560596754</id><published>2007-03-31T14:10:00.000-03:00</published><updated>2007-03-31T15:33:10.859-03:00</updated><title type='text'>Música PESADA</title><content type='html'>Não sei porquê, mas hoje peguei uns cds antigos das progamações do Domingo do Rock e percebi que no meu estágio atual estou muito mais propenso a ouvir trash e death metal do que qualquer outra ramificação do rock. Tempos de stress. Tempos de angústia reprimida. Tempos de estudo intenso.&lt;br /&gt;Viva o Sepultura!&lt;br /&gt;Viva o Testament!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-263171443560596754?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/263171443560596754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=263171443560596754' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/263171443560596754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/263171443560596754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/03/msica-pesada.html' title='Música PESADA'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-5212683772024064557</id><published>2007-02-11T21:52:00.000-02:00</published><updated>2007-04-11T20:50:13.912-03:00</updated><title type='text'>Translation</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Post modificado em 08/04/2007 ; 11/04/2007;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Parte do original:&lt;br /&gt;"Devo dizer que depois de uma semana corrida de trabalho e estudo e de um final de semana sem namoro, mas tão-somente de pesquiza jurídica, nada melhor pra terminar um domindo do que cinco latas de cerveja e Raul Seixas".&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08/04/2007&lt;br /&gt;O mundo vive uma dicotomia dos infernos. O ser humano fecha seus olhos propositalmente para a essência e motivação de sua existência. O que posso dizer, já que tudo que eu vá proferir soará como hipocrisia? Há os que preferem o glamour à natureza pura.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;11/04/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; (VETADO)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-5212683772024064557?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/5212683772024064557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=5212683772024064557' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/5212683772024064557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/5212683772024064557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/02/primeira-semana.html' title='Translation'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-117017352137882517</id><published>2007-01-30T14:08:00.000-02:00</published><updated>2007-01-30T14:42:55.663-02:00</updated><title type='text'>Frase 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sua fala é tão impregnada de subjetivismo de forma que suas palavras se tornam completamente isentas de mérito e confiabilidade&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-117017352137882517?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/117017352137882517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=117017352137882517' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/117017352137882517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/117017352137882517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/01/frase-1.html' title='Frase 1'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-116939586333291970</id><published>2007-01-21T14:05:00.000-02:00</published><updated>2007-01-21T14:26:18.286-02:00</updated><title type='text'>Paradigma sem explicação</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esse é o meu paradigma sem explicação&lt;br /&gt;Ansiedade vive dentro de minh' alma&lt;br /&gt;Há muito tempo não reparo nos pássaros&lt;br /&gt;E o tempo, parece inesgotável no no velório&lt;br /&gt;Meu sofrimento, sei que não é nada pra você&lt;br /&gt;As respostas não estão na capa do livro&lt;br /&gt;Do mesmo modo que eu não sou o que pareço ser&lt;br /&gt;Fica a resposta inutilitária de um paradigma sem explicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robson Maciel Diniz/2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-116939586333291970?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/116939586333291970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=116939586333291970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116939586333291970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116939586333291970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/01/paradigma-sem-explicao.html' title='Paradigma sem explicação'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-116916880169039002</id><published>2007-01-18T22:15:00.000-02:00</published><updated>2007-04-11T20:51:22.737-03:00</updated><title type='text'>Um Corpo de Mulher</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;23:00&lt;br /&gt;Como se não bastasse ficar acordado a noite toda estudando Direito Processual Civil, tomei a atitude prudende de pegar algo diferente para ler, só pra verificar se o sono vinha, pois, pra quem acordaria às 06:00, uma noite mais ou menos dormida se faz essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23:15&lt;br /&gt;Entretido com o livro "Um Corpo de Mulher" de Fernando Sabino, exatamente na página 29 onde se lia: "Já estava quase adormencendo quando julgou ouvir passos no andar superior", julguei também ouvir ruídos vindos do andar superior ao meu apartamento, porém, não eram passos, era a cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23:23&lt;br /&gt;O barulho da cama batendo agora dividia espaço no ar com os gemidos de uma mulher, que logo se tornaram gritos de prazer. Ou uma simulação. Definitivamente filme pornográfico não era, pois a mulher carregava o "r" como uma autêntica mineira, e eu sei que os filmes pornôs, quando são dublados, o são feitos por mulheres cariocas, com o "r" cuspido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23:34&lt;br /&gt;O ranger da cama e os gemidos e gritos cessam, dando lugar ao som da água do chuveiro despencando no chão. A voz da mulher, agora conversando, era bem nítida. Não se ouvia o seu marido (ou namorado) falando qualquer coisa, se o fazia era bem discreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23:49&lt;br /&gt;O chuveiro é desligado. O monólogo continua, agora provavelmente sobre a cama. As frases da mulher aos poucos se tornam mais esparsas e raras, quando finalmente o silêncio parece reinar. Ótimo. Posso voltar à leitura. Avanço mais três capítulos, quando a odisséia recomeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:15&lt;br /&gt;Os gemidos, agora mais incisivos, tomam conta da noite. Impressionante é que foi a primeira vez que ouvi algo nessa proporção desde que cheguei a esse apartamento, cerca de seis meses atrás. Deixei o livro sobre a mesa e esperei aquilo tudo acabar novamente, com uma curiosidade psicopática ao tentar decifrar as palavras que a mulher proferia entre os gemidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:27&lt;br /&gt;Acabou-se novamente. Ouvia-se outra vez a mulher conversando sobre fatos e atos do cotidiano debaixo do chuveiro. Ouvi algo relacionado a "academia" e "loja". Será que ela atingiu o orgasmo? Será que os gemidos eram reais? Será que ela era real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:32&lt;br /&gt;Li mais um capítulo do livro e me deitei. Torcendo para aquele show não ter mais um biz. E não teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01:00 (aproximadamente)&lt;br /&gt;Dormi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06:00&lt;br /&gt;Acordei&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-116916880169039002?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/116916880169039002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=116916880169039002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116916880169039002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116916880169039002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/01/um-corpo-de-mulher.html' title='Um Corpo de Mulher'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-116857296213273964</id><published>2007-01-12T01:26:00.000-02:00</published><updated>2007-01-12T01:36:02.133-02:00</updated><title type='text'>Uma triste notícia</title><content type='html'>Hoje, quando não somos mais alienados; quando as notícias nos chegam inexoravelmente; quando através de meios virtuais nos interamos das novidades que permeiam vidas alheias, se torna quase impossível não ficarmos sabendo de algo que preferiríamos ignorar.  Não temos como fugir da realidade virtual e suas indeclináveis informações. De um fato de hoje tomarei ciência hoje ou amanhã, e nem precisarei perguntar nada a ninguém.  E todos saberão que sei, pois hoje não mais se consegue omitir informações.  E tem gente que perde o dia inteiro com isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-116857296213273964?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/116857296213273964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=116857296213273964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116857296213273964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116857296213273964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/01/uma-triste-notcia.html' title='Uma triste notícia'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-116839107202001732</id><published>2007-01-09T23:00:00.000-02:00</published><updated>2007-01-12T01:26:13.540-02:00</updated><title type='text'>Paulo Leminski</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Casou com uma regência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi infeliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Era possessivo como um pronome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E ela era bitransitiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tentou ir para os EUA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não deu.Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A interjeição de bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva o tempo todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça...(PAULO LEMINSKI)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-116839107202001732?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/116839107202001732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=116839107202001732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116839107202001732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116839107202001732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2007/01/paulo-leminski.html' title='Paulo Leminski'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-116143513039125103</id><published>2006-10-21T09:40:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T20:52:14.448-03:00</updated><title type='text'>O Sol Também se Levanta</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ernest Hemingway realmente me agradou bastante nos livros comentados anteriormente, e com essa grande obra não é diferente. Bem semelhante ao livro "Paris é uma festa", até porque à época retratada nesse livro é que Hemingway escreveu o "Sol Também se levanta", a década de vinte parisense. A época em que descobriu fazer parte da famigerada "geração perdida". O protagonista da história, Jake, tem uma vida não muito feliz, apesar de parecer sempre sobrar dinheiro para os restaurantes e cafés e viagens. O drama desse homem está num ferimento de guerra, que o impede de se relacionar com sua amada Miss Ashley. Ela, que por sinal, parece descontar essa insatisfação em amores transitórios. Mike, o falido, sofre em suas mãos. Cohn, o judeu, sempre a perseguindo de forma inócua, esperando retribuição, quando na verdade só consegue o seu desprezo. O ambiente principal é a&lt;em&gt; Fiesta&lt;/em&gt; espanhola com suas touradas. O heroi da estória é um toureiro. Mais um livro que incita à bebida de forma deliciosa. Mais um porre depois de terminar um livro. Mais um sono tranquilo e mais vários sonhos esquecidos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-116143513039125103?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/116143513039125103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=116143513039125103' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116143513039125103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116143513039125103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/10/o-sol-tambm-se-levanta.html' title='O Sol Também se Levanta'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-116095565294530085</id><published>2006-10-15T20:38:00.000-03:00</published><updated>2007-01-26T23:30:06.496-02:00</updated><title type='text'>Díspares</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dos que sobraram dos reflexos dos espelhos&lt;br /&gt;São mais do que são, pedaços sãos e salvos&lt;br /&gt;Vívidos cânticos cantados à meia noite&lt;br /&gt;Evitam o perecimento premeditado no purgatório&lt;br /&gt;Sete vezes por dia cataclismos no hiper-espaço&lt;br /&gt;Sete dias por semana se vive atualmente&lt;br /&gt;Prematuro se foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rouba-lhe a luz projetada pelo estigma&lt;br /&gt;Sangue perdido a titulo de empréstimo&lt;br /&gt;Inadimplente ou mal agradecido&lt;br /&gt;Seu filho lhe abandonou&lt;br /&gt;Pelo tempo necessário&lt;br /&gt;Sete vidas por vez, se perde uma eternidade&lt;br /&gt;Sete eternidades são o suficiente para aprender&lt;br /&gt;Oração para um futuro fortuito fora da realidade&lt;br /&gt;Cacos já não refletem mais&lt;br /&gt;Dos que sobraram dos reflexos dos espelhos&lt;br /&gt;São menos do que são, pedaços sãos e salvos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-116095565294530085?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/116095565294530085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=116095565294530085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116095565294530085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/116095565294530085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/10/dspares.html' title='Díspares'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-115967004727800037</id><published>2006-09-30T23:16:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T20:53:03.737-03:00</updated><title type='text'>O Velho e o Mar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais uma obra de Hemingway. Linda. Um velho lutando contra um peixe; contra o mar e contra si mesmo. Um simples pescador que não tinha nem o que comer, mas se propunha a fazer "aquilo para que nasceu". Um velho de boa saúde que, apesar de sua pobreza material, revelava uma riqueza imensurável de espírito. Que sonhava com leões e admirava DiMaggio, o jogador de beisebol. Que venerava sua amizade com o garoto, que por sua vez venerava a sabedoria do velho, que tinha muito ainda a lhe ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história desse livro me lembrou de uma recente pesquiza divulgada na Resvista Filosofia e constatava que a população mais feliz do mundo era a de um país tão insignificante que nem me lembro mais o seu nome. O fato é que toda a população desse país, uma ilha, é formada de pescadores. Trabalhadores que seguem uma rotina diária, sem pretensões de natureza material; sem ambições de natureza financeira. NATUREZA: isso sim, a pura natureza. Eles nem mesmo sabem o significado da palavra "globalização". E por isso são felizes. E por isso vivem felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz pensar realmente a questão da escolha entre ser homem ou ser peixe...&lt;br /&gt;Mas essa é uma questão que na maioria das vezes (para não dizer nunca) nem chega a ser testada e discutida no plano prático...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-115967004727800037?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/115967004727800037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=115967004727800037' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115967004727800037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115967004727800037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/10/o-velho-e-o-mar.html' title='O Velho e o Mar'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-115850507761503017</id><published>2006-09-17T11:04:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T20:53:58.309-03:00</updated><title type='text'>Paris é uma festa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi na tarde quente e escura de ontem, quando a chuva parecia iminente, que terminei de ler o bom "Paris é uma festa" de Ernest Hemingway, um dia depois de começado. A chuva não veio e a noite continuou quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver Paris no inicio do século XX, retratada por um artista, frequentador dos grandes e pequenos Cafés da cidade, foi uma experiência deliciosa e excitante. Um lugar onde o movimeto cultural-artístico transbordava criatividade, e foi palco de atuação e criação de muitos dos grandes vultos do século passado. A relação de Hemingway com outros artistas é despojada no livro. Gertrude Stein, uma aristocrata egocêntrica e sem papas na língua, que deu apoio a Hem até o momento de declará-lo como parte de uma "geração perdida". O autor em questão não desanimou e continuou sua luta individual. Chegou a passar fome. Porém, sempre abrindo mão de materialidades sem importância (aguá quente, latrina com descarga, roupas novas) para conseguir o álcool de cada dia. Esse estabelecimento de prioridades realmente me surpreendeu. Ezra Pound era um grande amigo, chamado de "santo" numa conversa, procurava sempre ajudar os que estavam a sua volta e acabava se esquendo de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia o melhor dos personagens (reais) do livro é Scott Fitzgerald, autor de "O grande Gatsby", humanizado na forma de um hipocondríaco, suscetível e fraco, quase um ser viscoso. Isso dá uma bela lição de como os artistas também não passam de meros seres humanos comuns, embora me pareça que Hemingway talvez quisesse inferiorizá-lo demais. Digo isso baseado em algumas declarações chocantes e polêmicas contidas no livro. Gertrude Stein, numa conversa com Hem, dá suas opiniões sobre conhecidos, renomados e ótimos autores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Huxley é um homem morto(...) Por que então lê essa droga? Uma droga empolada, Hemingway. Escrita por um morto.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;- Tentei ler os romances de D. H. Lawrence. É impóssível. Ele é patético e absurdo. Escreve como se fosse um doente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pecado mortal estava por ser consumadoem outro trecho, numa conversa com Evan Disse Hem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Tenho meditado sobre Dostoiévski ultimamente. Como é possível alguém escrever tão mal, tão incrivelmente mal, e ainda assim comunicar tanta emoção a quem o lê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não creio que seja culpa da tradutora. Dostoiévski era um merda, Hem - continuou Evan.- Os heróis de sua literatura são os santos e uns merdas como ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que, apesar de ser uma grande obra, que me incentivou inclusive a procurar outros livros do mesmo autor, "Paris é uma festa" não chega aos pés de "Crime e Castigo" e "Irmãos Karamazov" de Dostoiévski. Portanto não teriam o direito de cometer tamanha heresia. Não dá nem pra cogitar uma comparação. Mesmo assim lerei em breve o popular "O velho e o mar". Pra deixar bem claro digo que "Paris é uma festa" é um livro que merece ser lido. Ele leva o leitor a ambientes que inspiraram Ernest Hemingway em sua juventude, onde a introspecção somada a uma dose ou dez de vinho acabam se tornando uma fonte excelente de excitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A momentânea e fantasmagórica aparição de Aliester Crowley é um tempero e tanto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-115850507761503017?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/115850507761503017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=115850507761503017' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115850507761503017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115850507761503017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/09/paris-uma-festa.html' title='Paris é uma festa'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-115809077008159473</id><published>2006-09-12T16:46:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T16:52:50.096-03:00</updated><title type='text'>Hipercubo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4321/2861/1600/4D.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4321/2861/320/4D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Rompe-se o real valor do eterno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O eterno é o agora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A distância é ficta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O homem não existe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os atributos, imaginários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Contemplam-se vazios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O infinito é aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A transitoriedade prevalece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Já não estou mais entre vós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Obs: Salvador Dali já conhecia o Hipercubo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-115809077008159473?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/115809077008159473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=115809077008159473' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115809077008159473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115809077008159473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/09/hipercubo.html' title='Hipercubo'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-115780780266954466</id><published>2006-09-09T09:53:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T21:27:07.342-03:00</updated><title type='text'>Independência Sem Bandeira</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No último dia 7 de setembro fui exercer minha obrigação de cidadão patriota e assistir ao tradicional desfile de independência em Volta Redonda. O que observei foi que as crianças e adolescentes, predominantes na pista, não faziam idéia do que estavam fazendo lá. Suas finalidades deviam ser alguns pontinhos prometidos em determinadas matérias. E os adultos que assistiam ao espetáculo também pareciam não ter outra finalidade senão a de ver seus filhos, parentes e conhecidos fazendo parte daquela celebração. Mas que celebração? Desfile de 7 de Setembro? A séria impressão que tive foi que quase ninguém sabia realmente o que estavam comemorando. Talvez um feriado; um dia sem trabalhar. A prova cabal disso que digo é a total escassez de bandeiras do Brasil, objetos esses que deveriam dominar toda a pista de desfile, do início ao fim. Porém, infelizmente, o que se via eram cartazes, galhardetes e panfletos de candidatos a cargos políticos das eleições que se aproximam, que se aproveitavam daquela aglomeração de pessoas perdidas para tentar conquistar mais alguns votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria nesses momentos: Dia da Independência; Proclamação da República; dia de eleições, que deveríamos vestir verde e amarelo e bradar a bandeira de nossa pátria, e não simplesmente num episódio esporádico de copa do mundo de futebol, ocasião essa que representa ganho significativo somente por parte dos jogadores.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-115780780266954466?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/115780780266954466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=115780780266954466' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115780780266954466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115780780266954466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/09/independncia-sem-bandeira.html' title='Independência Sem Bandeira'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-115759834063971551</id><published>2006-09-06T23:48:00.001-03:00</published><updated>2008-07-01T12:55:36.639-03:00</updated><title type='text'>Voto nulo não anula eleição</title><content type='html'>É totalmente equivocado esse pensamento de que 50% de votos nulos provocam nova eleição, todavia, isso é explicável. A mídia enganou a todos. Existe um artigo no Código Eleitoral Brasileiro, instituído pela Lei 4.737, de 15 de julho de 1965, que interpretado isoladamente pode trazer certa confusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais, ou do Município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Os votos em branco, de forma diversa, não anulam o pleito, pois não são considerados como nulos para efeito do art. 224 do Código Eleitoral (Acórdão nº 7.543, de 03/05/1983).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo “nulidade” contido no artigo supracitado se refere às causas expostas nos artigos antecedentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Art. 220. É nula a votação:&lt;br /&gt;I - quando feita perante mesa não nomeada pelo juiz eleitoral, ou constituída com ofensa à letra da lei;&lt;br /&gt;II - quando efetuada em folhas de votação falsas;&lt;br /&gt;III - quando realizada em dia, hora, ou local diferentes do designado ou encerrada antes das 17 horas;&lt;br /&gt;IV - quando preterida formalidade essencial do sigilo dos sufrágios.&lt;br /&gt;V - quando a seção eleitoral tiver sido localizada com infração do disposto nos §§ 4º e 5º do art. 135. (Incluído pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 221. É anulável a votação:&lt;br /&gt;I - quando houver extravio de documento reputado essencial; (Inciso II renumerado pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)&lt;br /&gt;II - quando for negado ou sofrer restrição o direito de fiscalizar, e o fato constar da ata ou de protesto interposto, por escrito, no momento: (Inciso III renumerado pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)&lt;br /&gt;III - quando votar, sem as cautelas do Art. 147, § 2º. (Inciso IV renumerado pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)&lt;br /&gt;a) eleitor excluído por sentença não cumprida por ocasião da remessa das folhas individuais de votação à mesa, desde que haja oportuna reclamação de partido;&lt;br /&gt;b) eleitor de outra seção, salvo a hipótese do Art. 145;&lt;br /&gt;c) alguém com falsa identidade em lugar do eleitor chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 222. É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o Art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei."&lt;br /&gt;.......&lt;br /&gt;Portanto, o artigo 224 não diz respeito aos VOTOS NULOS, mas sim à NULIDADE DE VOTAÇÃO ou NULIDADE DE PROCESO ELEITORAL.  Para expor as verdadeiras conseqüências dos votos nulos e em branco continuarei com a lei, pois ela é a fonte mais segura de informação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se fala em realização de nova eleição no caso de se apurar 50% ou mais de votos em branco ou nulos.  O que foi dito até agora só vem provar que anulando seu voto ou optando pelo voto em branco fará com que os demagogos levem vantagem, pois sua massa de manobra já está garantida, através do Bolsa Esmola ou do Movimento Criminoso dos Sem Terra. Como disse no tópico anterior, os mais conscientizados, que poderiam votar corretamente, para depois cobrar uma atuação digna, é que estão seduzidos por esse ledo engano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-115759834063971551?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/115759834063971551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=115759834063971551' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115759834063971551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115759834063971551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/09/voto-nulo-no-anula-eleio.html' title='Voto nulo não anula eleição'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-115060187226212038</id><published>2006-06-18T00:36:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T21:05:44.470-03:00</updated><title type='text'>Vida Eterna em Atlântida</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4321/2861/1600/Atl??ntida.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4321/2861/400/Atl%3F%3Fntida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O dilúvio acabou com a minha plantação&lt;br /&gt;E o que me resta, são peixes no esterco&lt;br /&gt;O meteoro acabou com o meu gado&lt;br /&gt;E o que me resta, são cientistas sobre o churrasco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade acabou com a minha morada&lt;br /&gt;Já não me resta mais nada&lt;br /&gt;Agora, o maremoto acabou com a minha cidade&lt;br /&gt;E o que me resta, é a vida eterna em Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Robson Maciel Diniz/2002&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-115060187226212038?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/115060187226212038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=115060187226212038' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115060187226212038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/115060187226212038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/06/vida-eterna-em-atlntida.html' title='Vida Eterna em Atlântida'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-114973993593605964</id><published>2006-06-08T01:07:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T20:58:07.313-03:00</updated><title type='text'>Proporções de um Vício</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se existissem gigantes e se eles fumassem&lt;br /&gt;Correriam desesperados até o necrotério&lt;br /&gt;Pisariam em casas sem a menor piedade&lt;br /&gt;A favor de seu vício e contra o ministério&lt;br /&gt;Que os advertiu, mas não obteve sucesso&lt;br /&gt;Porque só quem fuma sabe o grande valor&lt;br /&gt;Da fumaça de formol viajando até o cérebro&lt;br /&gt;Se o fumante é um gigante, imagine o seu tumor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o gigante chega ao tão sonhado necrotério&lt;br /&gt;Pega um cadáver entre os dedos e acende seus pés&lt;br /&gt;Saboreia o doce e suave sabor de mistério&lt;br /&gt;Brinca de soltar fumaça pelo nariz&lt;br /&gt;Brinca de soltar fumaça em forma de círculos&lt;br /&gt;A inocência reina no coração do gigante fumante&lt;br /&gt;Sai a cantarolar pelos vales verdejantes&lt;br /&gt;Ainda com o gosto de formol na boca à procura de café&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Robson Maciel Diniz/2002&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-114973993593605964?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/114973993593605964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=114973993593605964' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114973993593605964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114973993593605964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/06/propores-de-um-vcio.html' title='Proporções de um Vício'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-114817948563245884</id><published>2006-05-20T23:35:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T20:57:27.509-03:00</updated><title type='text'>Cemitério de Elefantes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A batida dos tambores é um alucinógeno nesse momento. Não tenho forças para me levantar. “O que me impede de realizar aquilo que tenho vontade, porém, não desejo?” Com os olhos ainda fechados, a única coisa da qual tenho certeza é a indisposição que assola meu corpo; a falta da capacidade de resistir. “Todavia, resistir a quê?” O toque dos tambores é sinal de que permaneço vivo. Sou um ser indefeso que nem sequer consegue abrir os olhos, de tanta fadiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que gostaria nesse instante era de paz. Quero dormir. Mas não posso descansar, pois o barulho, frenético e ritmado, não me permite. Nem posso despertar totalmente, já que meus sentidos se encontram demasiado incapazes de responder a qualquer estímulo. Isso está se tornando um incômodo sobrenatural. Não me lembro de ter passado por uma situação dessas. O som das batidas, que antes era algo distante, torna-se insuportável para uma mente sã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me resta enfrentar esse ruído infernal. Tenho que abrir os olhos e cessar essa anarquia. Minha fraqueza há de ser superada pela minha convicção. Concentrar-me-ei em abrir as janelas para o fantasmagórico desconhecido. “Mas como sei que é fantasmagórico se é desconhecido?” Toda a força vital de meu corpo se concentra na parte anterior de meu córtex. Minhas pupilas ardem como se banhadas em sabão, pelo esforço auferido. A escuridão, então, se transforma em luz; um clarão, que continua me impedindo de enxergar o que se passa à minha volta. No entanto, aos poucos, os raios luminosos se abrandam e revelam manchas em movimento constante. Vultos me rodeando. Isso me faz lembrar dos carrosséis, que, ao menos uma vez no ano, faziam parte de minha mágica infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia do parque de diversões se tornaria algo completamente antagônico, conforme os vultos indecifráveis se tornassem imagens nítidas e definidas. O efeito tem sua causa quase sempre previsível, de acordo com a idoneidade de inferência. Desse modo, tinha de deduzir que o som de tambores só poderia ser proveniente de uma tribo! Agora que eu podia ver, não podia acreditar. Cerca de trinta nativos estereotipados, com suas peles pintadas de branco, com textura de cal e máscaras amedrontadoras me rodeavam. Tangas primitivas escondem seus sexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já me encontro consciente, presto atenção a minha volta e só então percebo que estou amarrado a um tronco de árvore. Só havia parte do tronco, resquício de uma vida, aparentemente, há muito tempo diluída. O local era um pátio de terra vermelha que parecia ser saibro e, ao longe, enxergava uma mata. O céu estava claro. Era alvorada. De costas para o tronco não podia saber com que tipo de corda meus braços estavam amordaçados. Mas isso não importava. Veio a minha mente a questão fundamental que surge como um mistério sem explicação plausível: como fora parar nesse lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nativos me rodeavam numa dança coreografada, totalmente disciplinada, só que nela não havia o ar de leveza, característica de meus estilos conhecidos. Os passos eram precisos, porém, pesados. Quase que faziam a terra tremer. Continuavam, com seus olhares de pedra; de quem não mostra a intenção, e não mostravam. Pareciam ser frios como psicopatas prestando depoimento. Seus corpos mexiam com estranha flexibilidade, mas seus pés sucumbiam ao chão com tamanha potência. “Como fora parar nesse lugar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incômodo, que até há pouco imperava, se transformou em medo. Os indivíduos daquela tribo se movimentavam de forma ameaçadora ao meu redor e os sons emitidos de seus tambores pareciam mais rápidos e fortes. Os seus “falsos olhares” chagavam cada vez mais perto. O que poderia fazer? Não consigo me soltar! Não consigo sequer gritar! “Do que adiantaria gritar?” Os mascarados se aproximam cada vez mais, fechando o círculo, me deixando sem ar. Tenho que sair daqui! O que farão comigo? Se ao menos soubesse como fora parar nesse lugar. Mas não havia como saber, e naquele momento isso era irrelevante. A hora chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aborígines largaram seus tambores e tiraram suas máscaras para saborear a refeição do dia. Seus rostos surgiram desfigurados, expressando a fome ou a vontade de comer um banquete apetitoso. Cada qual com sua tramontina empunhada, disputando ferozmente por um pedaço de carne vermelha crua, demonstrava toda a selvageria, antes latente, controlada. É a hora de extravasar. É a hora do sacrifício. O momento da primeira refeição do dia, a mais importante, que garante o vigor para uma jornada inteira de atividades desgastantes. Eu fui essa refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei atordoado e, ao mesmo tempo, aliviado pelo fato de que tudo que passara até agora, não fora real. Fora somente um sonho. Um pesadelo. Pesadelo realista. Real a ponto de deixar as suas marcas no momento do despertar, fazendo da vida uma eterna viagem onírica. Eu ainda estava preso ao tronco da árvore, mas não era o mesmo. Uma poça de sangue à minha volta. Meu próprio sangue. Como puderam fazer isso comigo? Meu corpo está em retalhos. Vejo meu esqueleto em todo teor de sua estrutura. Mal posso controlar minha ânsia de vômitos. “Que contradição!”Volto-me para o meu próprio arcabouço e me surpreendo com meu coração ainda batendo. “Por que me pouparam?” Tiraram o máximo que puderam. Tiraram tudo. E mesmo assim, me deixaram vivo. Volta a pergunta que ainda não foi respondida: como fora parar nesse lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pouco esforço consigo me erguer e as cordas caem frouxas no chão. Sinto-me bem mais leve, pois me tiraram o peso da carne. Devo ter permanecido desfalecido durante umas dez horas. Já é crepúsculo e o sol se encontra no lado oposto de outrora. Quem foram aqueles que fizeram isso comigo? Havia no solo um rastro óbvio de sangue, o meu próprio sangue, que sadicamente poderiam tê-lo deixado de propósito. Não considerei essa possibilidade e segui a trilha vermelha. Minha coordenação motora estava canhestra, devido à total ausência de massa muscular nas articulações e nos ossos. Todavia, me sai bem no descobrimento de novas fórmulas para velhos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando avistei um conjunto habitacional de ocas. O rastro sanguíneo dava de encontro com uma dessas cabanas. Um tremor nos meus ossos, literalmente, fez com que eu parasse de andar e refletisse. O que estou fazendo indo de encontro com o meu inimigo? Já não basta o que fizeram? Não preciso ficar mais sujeito a riscos. Posso fugir. “Para onde?” Nem sei que lugar é esse. Só há uma especulável saída. Por isso devo encarar meus medos, pois não tenho nada a perder. As gotas de sangue circunscreverão meu caminho até o conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximo-me vagarosamente das ocas. Meu coração bombeia o vácuo cada vez mais abruptamente, como se estivesse com a intenção de fugir de mim. A cada passo à frente, a oca se aproximava e meu coração se afastava. Quando cheguei na lateral da cabana na qual o rubro rastro dava, pude ouvir vozes balbuciando. Havia nativos naquele abrigo. Será que ainda saboreiam a minha carne? Contudo, ainda não havia concluído o meu objetivo, qual seja, o de saciar a minha curiosidade a respeito de meus predadores. Estufei o meu arcabouço e me aproximei da entrada do abrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma visão alucinante. Como? No lugar onde me posicionei pude ver e ouvir os dois executivos.&lt;br /&gt;- Tem certeza de que as ações da Petronick estão rentáveis?&lt;br /&gt;- Absoluta! Trata-se de um ótimo investimento a médio prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observava os dois engravatados conversando sobre a economia mundial enquanto compravam e vendiam ações de valores pelo laptop. Baixei a cabeça, inconsolável. Agora tudo faz sentido. Afastei-me da oca em direção à mata fechada. Olhando pra trás pude perceber os cumes de grandes prédios que se projetavam por cima das árvores. Agora tudo faz sentido. Caminhando lentamente por entre as árvores, vou para onde meu instinto queria me levar desde o despertar; para onde meu coração apontava enquanto eu o desobedecia. Vou para um lugar feito para mim. Um lugar de descanso. Longe de tambores. Longe de nativos. Para a verdade. Para o eterno. Para o cemitério de elefantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Robson Maciel Diniz/ 2004&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-114817948563245884?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/114817948563245884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=114817948563245884' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114817948563245884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114817948563245884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/05/cemitrio-de-elefantes.html' title='Cemitério de Elefantes'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-114757525500628071</id><published>2006-05-13T23:47:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T20:55:58.711-03:00</updated><title type='text'>Medo Contínuo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4321/2861/1600/neblina.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4321/2861/320/neblina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caído na mata nebulosa eu percebo o quão tolo fui ao tentar impedi-los. Eu deveria saber que não podia com eles. Agora estou nesse pântano, lar misterioso dos condenados. É conveniente que eu comece a me mover para não me tornar presa fácil de meus incontáveis predadores. Não há luz, a não ser a da projeção da lua crescente. Tento caminhar devagar por uma espécie de trilha. Mal posso vê-la, mas sinto meus pés descalços aterrissando em terra firme e úmida. A neblina é intensa e o frio corta minha pele. Rumo ao desconhecido, continuo quase sem temer. A cada passo um suspiro. A cada suspiro um pensamento que se manifestava: ora eu imaginava me safando daquela situação, ora eu vislumbrava uma possível tragédia. Tudo ainda está indefinido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passo a passo, conquisto meu caminho, e a neblina parece me ajudar. Sigo pela parte mais clara. Sempre pela parte mais clara. Talvez seja a estrela que guiou três reis magos em outra ocasião. Sinto que poderia fechar os olhos e continuar caminhando, pois a mágica claridade da lua projetada na neblina me levaria até um local seguro. Corujas piando é tudo que ouço, do início ao fim da trilha. E é no fim da trilha que paro. Desse lugar posso avistar um grande e velho casarão, que, inexplicavelmente, fica alheio a toda a cerração que presenciei até agora. Não deve morar ninguém lá. Pela primeira vez meu medo cresce. Apesar de se tratar de um abrigo, sinto que o casarão não representa um local menos arriscado que os confins da floresta. Mas não vira até aqui à toa. Devo me aproximar e entrar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Interessante como o avisto exatamente de frente. Quatro degraus para chegar à porta. As paredes estão bem desgastadas e há sinais de desmoronamento. Aproximo-me da porta lentamente e empunho a maçaneta. Ao girá-la, para minha surpresa, a porta se abre. Pensara eu que estivesse trancada. Lá dentro está escuro, mas, mesmo assim, entro rapidamente e fecho a porta abruptamente. Quatro. Quatro pessoas de cócoras, em círculo, olhando para mim com um ar de surpresa e desconfiança. Olhavam para mim sem dizer uma palavra e sem mudar suas feições. Quando esbocei um gesto de comunicação os quatro, ao mesmo tempo, voltaram-se uns para os outros e cochicharam. Claro que estavam falando de mim, mas o que estavam falando? Mesmo me aproximando das pessoas, não conseguia entender o que elas falavam. Tratava-se de um dialeto estranho a mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O quarto no qual entrara era muito peculiar. Era grande e vazio. Havia um corredor no meio, bem na direção da porta de entrada. Os quatro permaneciam no canto do quarto. Eu concentrei minha atenção no corredor. Fiquei imaginando onde ele daria. Estava escuro demais para enxergar. Parecia mais um buraco negro. O caminho para o desconhecido. Passos. Uma cavalgada até o corredor e eles sumiram. Pra onde foram os quatro estranhos seres? Pra onde daria aquele corredor? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A única coisa da qual tinha certeza naquele momento era que não poderia ficar parado ali. Agi o mais coerentemente possível. Corri em direção ao corredor e penetrei a zona desconhecida. Um corredor nada comum. Não havia portas nas paredes, o que dava a entender que não havia outros cômodos naquele casarão. Eu corria e o corredor não acabava. Sem portas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Finalmente o corredor se abria numa sala espantosamente igual a que estava anteriormente. Fico imaginando se talvez não tivesse andado em círculos, mas logo descarto essa idéia. Os quatro estão sentados no chão à beira da porta, que fica de frente para o corredor de onde cheguei. Continuam conversando, utilizando o dialeto desconhecido. A porta a beira da qual eles estavam não era de forma alguma a mesma pela qual eu entrara. O formato era diferente. Resolvi me sentar e me encostar à parede, já que aquela corrida havia me deixado um pouco exausto. Observava os estranhos seres que, apesar de parecerem tão normais quanto cada indivíduo com que nos deparamos nas ruas, eram instintivos e animalescos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao me recostar na parede senti uma protuberância não muito comum naquele tipo de estrutura. Mas ignorei de plano. Só pensava numa forma de escapar de uma vez por todas daquela situação. Difícil. Minha triste sina fora decidida desde o momento em que cometi aquele imperdoável erro. Agora era eu contra tudo nesse mundo. Não podia me aliar a nada. E nada poderia esperar daqueles quatro miseráveis. Nunca me ajudariam, pois eu não era um deles. Malditos. Aquela saliência me incomodava demais. Olhei pra trás para verificar que defeito guardava a parede. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fiquei atônito com o que vi. Uma figura monstruosa, meio estátua, meio animal, se projetava da parede. Um homem com cerca de dois metros e meio de altura, junto à parede, como se sempre fizesse parte dela. Aquilo era extremamente assustador. Não dava pra saber se era realmente uma estátua ou um ser humano, vítima de brincadeiras sádicas inimagináveis. Os quatro, antes imóveis em seu canto, ao verem aquela figura, se desesperaram. Abriram a porta junto a eles e correram desordeiramente. Eu já estava cansado demais pra pensar e o medo tomou conta de mim. Tudo que podia fazer era correr, e foi isso que fiz. Corri pelo caminho que os quatro usaram. Saí do casarão e me deparei com a continuação do pântano onde acordei. Só que era diferente. Agora há medo correndo em meu sangue. Isso me deixa louco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao longe avistei uma luz em formato oval. Estava parada até o momento que a encarei. A partir daí percebi que ela se aproximava. Os quatro corriam de um lado para o outro, sem rumo, sem destino. Pareciam baratas fugindo da claridade, procurando um canto escuro e seguro. Gritavam sem força. Estavam desesperados. Isso me levou a crer que eles sabiam o que estava acontecendo. A luz chegava cada vez mais perto e tomava uma forma de disco. De disco. Sempre quisera ver um de perto, e agora teria a oportunidade.Finalmente o disco voador chegou a uma distância de cem metros e pude ver todo aquele jogo de luzes azul e vermelha. As cores giravam em sentido horário e anti-horário. Aquilo era maravilho e inacreditável. Percebi que uma luz amarela nascia no centro inferior do objeto voador. Era como se toda a energia da nave se concentrasse em um só ponto. O local de abdução de terráqueos. Um dos quatro estava bem embaixo da nave extraterrestre, e logo seria abduzido para ser vítima de experiências envolvendo agulhas e bisturis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No entanto, luz que se projetou do disco para o representante dos quatro não o abduziu, mas carbonizou-o. O sonho de paz entre mundos diferentes foi por água a baixo. Os que sobraram dos quatro sumiram na floresta e eu, sozinho, abraçado ao tronco de uma velha árvore, não suportava o temor de que me acontecesse aquilo também. Tudo isso me levou a paralisia, pois, se permanecesse imóvel, não me encontrariam. O medo me levou a não mais me mover, pelo menos enquanto me sentir em perigo. Permaneci junto a árvore pelo tempo necessário; para sempre. E passei a fazer parte daquela árvore, assim como aquela criatura fazia parte daquela parede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Robson Maciel Diniz/2005&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-114757525500628071?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/114757525500628071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=114757525500628071' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114757525500628071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114757525500628071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/05/medo-contnuo.html' title='Medo Contínuo'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-114728994639083758</id><published>2006-05-10T16:35:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T20:59:39.211-03:00</updated><title type='text'>As Lágrimas do Palhaço</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Há algo mais desumano que fazer um palhaço chorar?"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nenhum criminoso deve ficar impune. Todo aquele que fizer algum mal a alguém deve ir a julgamento para receber uma sentença, que será proporcional à infração cometida. Quanto mais grave a ação do indivíduo, ou seja, quanto mais prejuízo ela causar, mais cruel será o castigo a ser imputado ao delinqüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por milênios tentamos manter a ordem nos nossos sistemas de civilização; eliminar ou, ao menos, diminuir drasticamente a criminalidade e os atos anti-sociais, que são os responsáveis pela inquietude que abala o ser humano. Afirmo que, se, de alguma forma, pudéssemos evitar que um homem fizesse mal a um outro, seríamos um povo completamente feliz. Os desastres naturais e as doenças representam uma fração insignificante de nossas preocupações, se comparadas às desgraças provocadas por nós mesmos. O fato é que por milênios falhamos em manter a ordem. Como não há maneira de impedir que um crime aconteça, devemos punir severamente aqueles que os cometem, para que não haja reincidência no fato delituoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometemos erros atrás de erros. A revogação de uma lei através da sanção de uma outra nunca representou grande avanço no controle de atos funestos. Chegamos ao extremo da ignomínia ao achar que poderíamos recuperar um criminoso; transforma-lo em um cidadão-padrão. Deixamos de aplicar a pena como medida punitiva para aplicá-la de maneira correcional. Acabamos com a pena de morte; com os trabalhos forçados; com as torturas; com as prisões perpétuas. Com o tempo amenizamos até as penas de restrição de liberdade. O bandido teria passaporte livre para seus atos de crueldade contra inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi o caos total. A polícia não conseguiu atuar em meio a tanta desordem e acabou por se aliar ao lado mais vantajoso, o da criminalidade. E não parou por aí. Os administradores públicos, em conluio com grandes empresários, também enxergaram um vasto campo de atuação em toda a omissão moral na qual estava enterrada toda a civilização. Interesses individuais passavam por cima de qualquer bem coletivo. A violência urbana se tornou insuportável ao ponto de a pessoa não se sentir protegida nem no claus de seu próprio lar. A polícia trabalhava pra manter todo o círculo vicioso do crime, pois a remuneração do poder paralelo era muito mais vantajosa do que a do próprio Estado. Os legisladores se encarregavam de elaborar leis que privilegiassem os atos escusos. Os chefes de governo sancionavam essas leis com satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim o judiciário se deparava com as contradições e incoerências na legislação. Havia os magistrados que realmente prezavam pela ética, e fundamentavam suas decisões mais embasadas no princípio de justiça do que no de legalidade, já que as leis estavam completamente viciadas. Todavia, a maioria do magistrado havia se vendido, ou melhor, vendido suas sentenças. Ganhava a causa sempre quem era mais bem aquinhoado. A promiscuidade tomou conta do que era, até então, a última reserva moral entre as instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse ponto precisamente, quando estávamos em uma situação sodômica, que ocorreu algo fantástico. No momento em que perdemos a fé em todo o aparato legal vigente até então, decidimos modificar o sistema de controle da ordem. Iniciamos uma revolução, a maior da história da humanidade, e como num milagre, descobrimos que existiam muito mais pessoas boas do que ruins. Após muita luta, que será detalhada em momento oportuno, vencemos. Todas as leis que vigoravam caíram por terra. Decidimos aplicar um novo método de julgamento de certo e errado; bom ou ruim; bem ou mal; direito ou dever. Baseamos toda a nossa nova estrutura em um novo profissional, que seria o responsável, a partir de então, pela elaboração das leis, administração pública e aplicação de penas aos infratores. Esse profissional era o palhaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os maus exemplos históricos estão relacionados a pessoas que se preocupavam mais consigo mesmas do que com a coletividade; que davam mais valor ao dinheiro e aos bens materiais do que à criança abandonada, ao doente em estágio terminal ou ao idoso desamparado. Na contramão dessa “lógica” estava o palhaço, puro de coração e preocupado com o bem estar de gente abalada por algum infortúnio. Os profissionais do riso não suportavam ver injustiças e chegavam a chorar de tristeza nos casos mais chocantes. Isso era um indício que não podia ser ignorado. Eles eram os mais indicados a tomarem posse dos cargos de maior responsabilidade. Eles trabalhariam, não por dinheiro, mas para a felicidade geral da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E trabalharam muito. O suficiente para, hoje, olharmos pra trás e não optarmos pelo caminho de volta; chegamos ao estágio máximo de nossa evolução legal. Era tudo muito simples, desde o início, no entanto, tentávamos fechar os olhos para o óbvio e ignorar nosso próprio senso de humanidade. Nunca achamos correto deixar um assassino à solta, mas ele sempre retornava às ruas, já com o intento de repetir suas atrocidades. Um ladrão do colarinho branco é o pior dos larápios, porém, com suas influências, acabava por encontrar uma maneira de permanecer livre e gozar de toda a fortuna que conseguiu indevidamente. Por que acontecia isso, se achávamos absurdamente errado? Porque tínhamos tendência a complicar tudo, simplesmente para demonstrarmos sermos uma raça superior. Mas acabávamos por nos tornar mesquinhos e hipócritas; piores que qualquer animal, vivo ou extinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo, sentado à mesa dos réus, espera aflito pela decisão do juiz. Tudo se complicou. Se fosse em outra época, poderia estar seguro quanto a sua absolvição. Seu crime era grave. Matara uma pessoa inocente a sangue frio. No novo sistema, que não é mais tão novo assim, ele guardava poucas esperanças. Algemado aos guardas ele somente torce para conseguir uma simples prisão perpétua com trabalhos forçados. Sua tez mostra a angústia do arrependimento inevitável, mas o magistrado não se comove, pelo contrário, o ignora, demonstrando interesse somente no relato do promotor. As provas já foram averiguadas e não há dúvidas quanto à execução do crime. Se fosse a outra época, haveria ainda uma discussão sobre questões de direito, mas na atualidade não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato havia terminado. O juiz abaixou a cabeça e a escondeu por entre as mãos. O promotor sentou-se no trono direito do grande salão, convicto de que havia trabalhado da melhor forma possível. O réu suava frio. Tudo se complicou, como já era de se esperar. “Se fosse em outra época” ele pensou pela milésima vez. Mas não era. Hoje o mundo é outro e não há impunidade nesse novo sistema. O público aguardava, revoltado com o criminoso, pelo pronunciamento do juiz. Era chegada à hora da sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O supremo juiz, em seu trono central, finalmente levantou sua fronte. As pessoas presentes na sessão, que já estavam emocionadas com o relato do promotor, ficaram ainda mais chocadas ao ver a face do palhaço borrada em lágrimas. Os atos repulsivos do réu não ficarão impunes. O choro de um magistrado representa a sentença máxima no Poder Judiciário: a morte. O condenado poderá escolher a forma como deseja morrer. A intenção nesse caso não é causar dor, mas simplesmente retirar, definitivamente, um ser prejudicial do meio social. Um palhaço carrasco executará a sentença. Juiz e promotor, logo após o veredicto, saíram do tribunal para outros afazeres, entre eles, visitar crianças com câncer no hospital de sua cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Robson Maciel Diniz/2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-114728994639083758?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/114728994639083758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=114728994639083758' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114728994639083758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114728994639083758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/05/as-lgrimas-do-palhao.html' title='As Lágrimas do Palhaço'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-114695121489721454</id><published>2006-05-06T18:29:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T21:00:31.711-03:00</updated><title type='text'>Augusto dos Anjos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou terminando um conto chamado "As lágrimas do palhaço" e pretendo publicá-lo na próxima semana aqui nesse espaço. Por enquanto publico essa poesia de Augusto dos Anjos, que, com certeza, será recitada hoje por Daniel Fortes, vocalista do Pé de Jaca Blues Band, no Pindorama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VERSOS ÍNTIMOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vês! Ninguém assistiu ao formidável&lt;br /&gt;Enterro de tua última quimera.&lt;br /&gt;Somente a Ingratidão – esta pantera –&lt;br /&gt;Foi tua companheira inseparável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostuma-te à lama que te espera!&lt;br /&gt;O Homem, que, nesta terra miserável,&lt;br /&gt;Mora entre feras, sente inevitável&lt;br /&gt;Necessidade de também ser fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma um fósforo. Acende teu cigarro!&lt;br /&gt;O beijo, amigo, é a véspera do escarro,&lt;br /&gt;A mão que afaga é a mesma que apedreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a alguém causa inda pena a tua chaga,&lt;br /&gt;Apedreja essa mão vil que te afaga,&lt;br /&gt;Escarra nessa boca que te beija!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Augusto dos Anjos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-114695121489721454?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/114695121489721454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=114695121489721454' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114695121489721454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114695121489721454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/05/augusto-dos-anjos.html' title='Augusto dos Anjos'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27262949.post-114631156488420257</id><published>2006-04-29T08:32:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T21:01:30.344-03:00</updated><title type='text'>Amnésia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dias atrás passei por uma angústia incomensurável. Algo aparentemente sem importância, mas que, para mim, foi motivo de preocupação. Depois de um longo dia de trabalho; de um banho quente mais que merecido; de uma refeição um pouco ousada, no que diz respeito à média de calorias adequadas para um jantar, estava eu deitado em minha cama de tamanho limitado, com os fones de ouvido posicionados confortavelmente em minhas orelhas a olhar para o teto, não pensando em nada. Aliás, pensando em nada, definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah...essa música é bacana....Riders on the storm....do Doors" - É muito relaxante, depois do rotineiro stress do dia-a-dia, se deleitar em em admiráveis canções. "Pois me lembro daquele filme que retrata a vida dos integrantes do Doors....aquele vocalista é muito doido.....o....o....como é mesmo o seu nome?" - Foi assustador não conseguir lembrar o nome do vocalista da banda da qual eu sou fã. "Como pode me dar um branco desses? Onde está? Em qual parte de meu cérebro?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora se passou até que JIM MORRISON surgisse como em um "outdoor", depois de um esforço quase hercúleo com a cachola aqui. Depois do susto decidi me empenhar mais em minhas leituras com a finalidade de botar o cérebro para trabalhar. Chega de marasmo. Nada de barriga pra cima e neurónios inativos. Enquanto ouço minhas músicas favoritas posso perfeitamente ler Dostoiévski ou escrever um projeto de conto ou crônica, como esse. Chega de....de....como é mesmo a palavra?...hum....AMNÉSIA!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27262949-114631156488420257?l=o-nada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-nada.blogspot.com/feeds/114631156488420257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27262949&amp;postID=114631156488420257' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114631156488420257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27262949/posts/default/114631156488420257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-nada.blogspot.com/2006/04/amnsia.html' title='Amnésia'/><author><name>Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18061623889847575669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Nisf1sxphlo/SYMHeZUSzBI/AAAAAAAAACc/EWlopY8I82I/S220/Imagem+059.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
